Sobre este blog

Amigo leitor, junto com uns amigos criamos um blog para auxiliar professores, acabei me apaixonando e tornando-me um "blogueiro".

Decidi então criar este espaço com o objetivo de emitir meu ponto de vista sobre Teologia, Política, Pedagogia, concursos, atualidades e, especialmente, postar meu caderno de estudos em Direito, só que mais organizado do que o manuscrito (risos)! Bem-vindos!

TEOLOGIA - E se Gunnar Vingren ressuscitasse...

Gunnar Vingren nasceu em 8 de agosto de 1879 na Suécia e partiu para a eternidade em 29 de junho de 1933.
Você já parou para imaginar a hipótese desse grande homem de Deus ressuscitar e desembarcar mais uma vez no Pará e ainda passasse aqui em Alagoas de novo. O que se passaria na sua cabeça?

Retorno ao Pará
Sem dúvidas, ao desembarcar mais uma vez no Pará iria se assustar com a imensa selva (de concreto) que se tornaram todas as capitais brasileiras, amaria o crescimento das Assembleias de Deus e com certeza choraria e não entenderia como uma denominação tão unida agora são duas naquele Estado... (Eu também chorei).
Talvez ficasse boquiaberto com a atual tecnologia na igreja: sons potentes, microfones sem fios, reprodução nítida de sua voz (nada daquelas caixinhas roucas), projetores multimídia, iluminação intensa, climatização (isso é indispensável naquele calor paraense) e instrumentos musicais que ele nunca viu. Mas ao chegar pontualmente no culto… Talvez perguntasse:
– Por que os alguns obreiros estão com essas roupas, sapatos e cabelos brilhosos, é o brilho da glória de Deus?
– Não, é o tecido da roupa e o couro do sapato que brilha mesmo, enquanto ao cabelo é gel – explicaria algum obreiro.
– Por que as pessoas estão sentadas nessas confortáveis poltronas, o culto já acabou?
– Ainda nem começou, oficialmente estamos no período de oração que antecede o culto – mais uma vez explicaria o obreiro.
– Mas se já começou, onde está aquele som de glória, de adoração? O obreiro dessa feita envergonhado diria:
– Isso eu não sei responder. Gunnar se iraria e diria:
– Nesse culto eu não fico, essa não é a denominação que ajudei a fundar.

Gunnar, os carros importados e aviões “particulares”
– Obreiro, sele nossos cavalos e vamos ao porto embarcar para Alagoas. Pede Gunnar. Responderia o obreiro:
– Apóstolo Gunnar, não precisamos de cavalos nem de navio, nossa “igreja” acabou de adquirir um caro importado e um avião, Vossa Reverrendíssima sabe, é para facilitar o deslocamento dos pastores presidentes (ou seria presidentes pastores?).
– Primeiro, me chame de irmão apenas. Segundo, quanto custou essas coisas?
– Cerca de dez milhões de reais, responde o jovem obreiro.
– Réis? Indaga Gunnar.
– Não pastor, reais!
– Não consigo avaliar, diga-me meu jovem, o que eu poderia comprar com esse dinheiro?
– Creio que daria para construir, no mínimo, mais de vinte templos como o que você viu ou sustentar milhares de missionário em qualquer país até adquirirem independência financeira. Especula o obreiro.
Montando seu cavalo, Gunnar afirma:
– Deixe a engenhoca do Santos Dumont e esse carro importado para lá, vamos de navio ou qualquer outra coisa menos cara mesmo, meu jovem!

Retorno a Alagoas
Retornando a Alagoas, ficariam muito feliz, com a expansão do evangelho, com os templos nos mais diversos bairros (inclusive, onde ele orou por um homem e por duas vezes ele levitou e onde o irmão Candinho foi batizado no Espírito Santo) e com a unidade ministerial. Ao questionar, ao obreiro que o acompanha nessa jornada, na casa de qual irmão ele iria ficar hospedado o jovem responderia:
– Pastor, “a quem honra, honra”, tem um hotel cinco estrelas para o irmão.
– Quanto custará aos cofres da igreja esses cinco dias que pretendo ficar aqui, mancebo?
– Creio que com diárias, alimentação e serviço de quarto... uns mil e quinhentos reais.
– Filho, primeiro, não podemos extorquir as ovelhas do Senhor; segundo, se és obreiro aprovado, és hospitaleiro, ficarei na sua casa e destinarei esse dinheiro para auxiliar as centenas de crentes que estão passando por necessidades e a outra parte para ajudar nos custos do mensageiro da paz para usá-los na Escola Bíblica Dominical (Ainda não tinham informado ao Pr. Gunnar que as lições de EBD eram em forma de revista e não mais anexas ao informativo).
Ao participar de mais cultos, ele perceberia que em alguns a situação não fora diferente do que ele presenciou em seu primeiro culto no seu retorno a terra.

Gunnar e o jovem obreiro abrem o coração
– Filho, diga-me de uma vez por todas o que está acontecendo aqui?
– Pastor, se eu lhe disser tudo, em sendo sua saúde tão frágil, creio que mais uma vez vamos perder a alegria da sua presença aqui na terra conosco. Responderia o jovem obreiro, que resolve falar:
– Para início de conversa, lembra daquelas reuniões em que todos os pastores se reúnem…
– Sei sim meu filho, isso se chama convenção, participei de algumas, eram uma benção eu pessoalmente instruí a muitos obreiros jovens, troquei experiências com os anciões, muito poder, milagres, profecias e curas.
– Pastor, apesar de poucas pessoas saberem como foi a última convenção no estado do Espírito Santo, eu sei e volto a afirmar que você não aguentaria. Parece que paz e santificação mesmo, só no nome do Estado. Além do mais pastor, estão “movendo os limites antigos”: é membro batizando nas águas, gente querendo ordenar obreiros sem que sejam batizados no Espírito Santo ou até mesmo divorciados…
– Pare por aí meu filho, realmente meu coração não aguenta mais, já ouvi o bastante, encerrarei minha breve visita. Mas informe aos responsáveis pela atual situação que eu pedi para lembrar-lhes do que o profeta Elias já afirmara:
NÃO SOMOS MELHORES QUE NOSSOS PAIS.
Felipe J. L. Campos

ETC - O acórdão do HC 26155 e a última carta de Olga Benario Prestes

Querido leitor, nesta postagem trago na íntegra o acórdão do STF que negou o inusitado pedido (HABEAS CORPUS N. 26.155) da judia Olga Benario Prestes de permanecer presa no Brasil. Mesmo estando grávida, foi entregue nas mãos no regime nazista de Hitler pelo governo Vargas. Inclusive com a vênia dos ministros do STF: Edmundo Pereira Lins e Antônio Bento de Faria, Carlos Maximiliano, Carvalho Mourão e Eduardo Espinola.
Esses três últimos conheceram o writ e o indeferiram, ou seja, entenderam que essa ação atendia aos pressupostos de admissibilidade, mas que o pedido era indevido.
Esse Carlos Maximiliano é aquele que escreveu Hermenêutica e Aplicação do Direito (1925), obra que todos nós estudamos no primeiro ano de Direito.
O mais teratológico é que além da maioria dos ministros não conhecerem o HC, a família teve que pagar as custas do processo e ainda carregar a dor da perda de Olga.
Isso interessa não só aos juristas, como a todo povo brasileiro.

CONFIRA O ACÓRDÃO NA ÍNTEGRA:

"HABEAS CORPUS N. 26.155
Estrangeira - Expulsão do território nacional - Quando se justifica.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de habeas corpus impetrado pelo Dr. Heitor Lima em favor de Maria Prestes, que ora se encontra recolhida à Casa de Detenção, afim de ser expulsa do território nacional, como perigosa à ordem pública e nociva aos interesses do país.
A Corte Suprema, indeferindo não somente a requisição dos autos do respectivo processo administrativo, como também o comparecimento da paciente e bem assim a perícia médica afim de constatar o seu alegado estado de gravidez, e Atendendo a que a mesma paciente é estrangeira e a sua permanência no país compromete a segurança nacional, conforme se depreende das informações prestadas pelo Exmo. Sr. Ministro da Justiça:
Atendendo a que, em casos tais não há como invocar a garantia constitucional do habeas corpus, à vista do disposto no art. 2 do decreto n. 702, de 21 de março deste ano: Acordam por maioria, não tomar conhecimento do pedido.
Custas pelo impetrante.
Corte Suprema, 17 de junho de 1936. - E. Lins, presidente. - Bento de Faria, relator.
(A decisão foi a seguinte: 'Não conheceram do pedido, contra os votos dos senhores ministros Carlos Maximiliano, Carvalho Mourão e Eduardo Espinola, que conheciam e indeferiam.')"

A última carta que Olga escreveu a Luís Carlos Prestes e а filha, ainda em Ravensbrück, na noite da viagem de ônibus que a levaria а morte em Bernburg.


CONFIRA A ÚLTIMA CARTA NA ÍNTEGRA:

"Queridos:

Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a ideia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Conformar-me-ia, mesmo se não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?
Querida Anita, meu querido marido, meu garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça pois parece que hoje as forças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que me esforço para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijos pela última vez.
Olga."

ATUALIDADES - Número de homicídios em AL supera o de SP e NY

Sociólogo explica as causas que levam o Estado a ter esta marca

Emanuelle Oliveira

Apesar das diferenças sociais e populacionais, se comparado aos Estados de São Paulo e Nova York, que tem a mais populosa cidade dos Estados Unidos, Alagoas segue com o maior número de homicídios registrados nos últimos anos. A impunidade e ainda, fatores como a falta de policiamento e o tráfico de drogas são agravantes da violência no Estado.

Em Alagoas estima-se que aconteceram cerca de 2000 assassinatos, só no ano passado, principalmente na periferia de Maceió. Em 2008 foram registrados 2.064 assassinatos em todo o Estado e desde o início de 2010 já aconteceram mais de 130 homicídios.

Na capital paulista houve 328 homicídios dolosos no último trimestre do ano passado, contra 337 no último trimestre de 2008 (queda de 2,7%). Na Grande São Paulo foram 303 casos no último trimestre de 2009 contra 369 no mesmo período de 2008, redução de 17,9%.

Já os dados divulgados em 2010 revelaram que Nova York teve o menor número anual de homicídios desde 1960, com 466 homicídios na cidade no ano passado, contra 523 em 2008 e 496 no ano anterior.

Em relação a Alagoas, o cientista social Adalberto Café explicou que antes de fazer uma comparação acerca do número de homicídios em São Paulo e Nova York é preciso levar em consideração as peculiaridades de cada local, referente a violência e identificar se ela ocorre pelos mesmo fatores. Café destacou que alguns sociólogos não tratam a violência como sendo motivada por fatores econômicos e sim, como uma questão cultural, que torna Alagoas uma particularidade.

“É errôneo afirmar que os mesmos fatores motivam os crimes nesses Estados. Cada um possui sua forma de conduta quanto aos motivos que geram a violência e também suas formas próprias de tentar resolver tal problema. No Rio de Janeiro o tratamento para sanar a violência é diferente do que é utilizado aqui. Lá o nível de violência é mais complexo e também possui suas peculiaridades. Em Alagoas a violência está mais contundente nas estatísticas pela quantidade de mortes em relação ao número de habitantes", destacou o cientista social.

Café lembrou que estudiosos colocam a violência como algo normal, já que acontece em todos os lugares. Para ele é fácil colocar a culpa nas disparidades sociais, acarretadas pela má distribuição de renda.

“A questão pode ter a ver com o atentado a honra, perpassando pela "quebra da lealdade ou mesmo por uma discussão de bar. Porém, como podemos explicar os fatores que estão inerentes às grandes personalidades do cenário alagoano, acusadas de crime de mando?", disse.

Ele destacou que para evitar a ação violenta é preciso fazer uma política de prevenção e que a indagação recorrente de que se tiverem educação as pessoas deixarão de ser violentas é questionável.

“Vemos muitos casos de pessoas com alto grau de instrução que cometem violência, até mesmo juízes, como recentemente noticiado. A educação tem a ver com a formação do indivíduo para o mercado de trabalho e não simplesmente para a formação do indivíduo como pessoa de tamanha consciência que possa controlar seus impulsos mais primitivos”, explicou.

Sobre a relação da violência com a deficiência na atuação policial e a falta de celeridade do judiciário o cientista social afirmou que o problema está na dificuldade em investir em técnicas de combate e prevenção dos crimes, atentando para as especificidades de cada Estado, região e bairro.

“O Estado possui o monopólio da força física e seu braço armado é a polícia. Então, ele utiliza de seu meio de coerção legal para sanar qualquer delito que vá de encontro aos preceitos constitucionais. Se a violência está cada vez mais presente em nosso cotidiano, onde está este "braço armado do Estado"? Simplesmente está cruzado, sem poder fazer muita coisa, não por falta de efetivo, mas sim pelo desvio de função que se coloca a fazer para poder aumentar o salário e conseguir se sustentar", afirmou.

Ele lembrou a Conferencia Nacional de Segurança Pública (Coseng), que discutiu propostas para melhorar a segurança pública. “Várias entidades da sociedade civil, além militares, representantes de igrejas, movimento gay, movimento negro, MST, entre outras defenderam as propostas que as beneficiam. O ponto fundamental é a particularidade da violência que cada um sofre. Mas o judiciário também tem que rever o código penal e atualizá-lo para a nossa realidade", ressaltou
Portal Cada Minuto

PEDAGOGIA - Já tive um professor...

Gostei muito desse gráfico feito pelo meu amigo-irmão Adelmo Cândido. O cara passou várias vezes na fila dos talentos: como vocês podem ver, além de mandar muito bem no Corel DRAW, desenvolve logomarcas, charges, dubla, imita, escreve e ainda toca sax... Se quiser conhecer um pouco do trabalho desse polivalente acesse o ilustradoradelmo.blogspot.com!

TEOLOGIA - Gestor ou Pastor?

Precisamos mais de pastores gestores do que gestores pastores:


GESTOR OU PASTOR?

Gestor cuida de coisas, pastor cuida de ovelhas.

Gestor visita obras, pastor visita ovelhas.

Gestor administra os negócios, pastor alimenta as ovelhas.

Gestor comanda de sua mesa, pastor se envolve com as ovelhas.

Gestor cheira a gabinete, pastor cheira a ovelha;

Gestor manda nos comandados, pastor serve as ovelhas.

Gestor possui seguranças, pastor protege as ovelhas.

Gestor consulta o número do cadastro, pastor conhece as ovelhas pelo nome.

Gestor espera o resultado, pastor vai em busca da ovelha e a carrega nos ombros.

Gestor pune, pastor corrige as ovelhas.

Gestor demite, pastor restaura as ovelhas.

Gestor da treinamento para os liderados, pastor guia as ovelhas.

Gestor tem metas, pastor tem propósitos.

Gestor busca o topo, pastor caminha nos vales.

Gestor usa apenas a técnica acadêmica, pastor usa a experiência dos desertos e dos vales.

Gestor é formado, pastor é chamado.

Gestor assina papéis, pastor cumpre o seu papel.

Gestor gasta tempo e recursos com a manutenção do posto, pastor investe na oração.

Gestor constrói prédios, pastor edifica vidas.

Gestor paga contas, pastor paga o preço.

Gestor é temido, pastor é amado.

Gestor possui igreja, pastor é dado a igreja.

Gestor é chefe, pastor é amigo.

Gestor é bajulado, pastor é honrado.

Gestor passa, pastor fica na memória.

Gestor vive regaladamente, pastor dá a vida pelas ovelhas.

www.altairgermano.com

Nova Reforma Penal

Aula de atualização do Professor André Estefam...

LEI 11.900/09 – VIDEOCONFERÊNCIA
HC 90.900 – Lei estadual não poderia dispor sobre videoconferência, pois não aceitou a tese que a lei do estado de SP dispunha apenas sobre procedimentos e não processo.
Após isso o Congresso Nacional aprovou a Lei 11.900/09
Interrogatório do réu preso
Regra: deve ser efetuados no estabelecimento prisional, desde que sejam asseguradas condições de segurança para juízes, promotores, advogados e serventuários.
Exceções: no fórum (mediante requisição do preso) ou videoconferência.
Mesmo com a nova lei, alguns doutrinadores afirmam ser inconstitucional
Hipóteses:
A. Risco notório a segurança pública (réu de organização criminosa ou risco de fuga);
B. Interesse do acusado, fundado em questões de fragilidade na sua saúde ou outro motivo;
C. Receio de influenciar na colheita do depoimento testemunhal ou declaração do ofendido, desde que não seja possível realizar conforme o art. 217 (a testemunha ouvida por videoconferência – sic);
D. Para atender a gravíssima questão de ordem pública (ex. greve da polícia militar ou da remoção).
Requisitos:
A. Ordem escrita e fundamentada (o juiz não pode ordenar verbalmente ou sem motivação).
B. A decisão pode ser dar com mínimo 10 dias de antecedência do ato, intimando MP e partes. A decisão tem que ser requisitada pelas partes ou de ofício.
C. Canal privativo de comunicação entre defensor e réu, inclusive o direito de entrevista prévia entre eles.
Pessoa presas. Essa lei também autoriza acareação, depoimento testemunhal, declarações do ofendido e até o reconhecimento por videoconferência.
Atenção: Testemunhas em outro foro (precatória) ou no estrangeiro (rogatória) pode ser ouvida por videoconferência.

LEI 12.037/09 – IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL
Histórico
Era regulada pela S. 568 do STF que afirmava ser possível a identificação criminal (dactiloscópica “tocar piano” ou fotográfica) e não se configurava constrangimento em nenhuma hipótese.
Após a promulgação da CF/88, art. 5º, VIII, a S. 568 do STF foi revogada, pois o constituinte afirma que ser a pessoa for civilmente identificada não será possível a identificação criminal, salvo disposição legal.
Exceções:
A. Lei 8069 - ECA, art. 109
B. Lei 9034/95 – Crime organizado
C. Lei 10.054/00 – Identificação Criminal (foi revogada).
D. Lei 12.037/09 – Suspeita sobre a validade do documento (antigo, suspeita de adulteração, portando dois documentos, etc). O Delegado de Polícia é obrigado a exarar um despacho fundamentado para poder identificar criminalmente. Após inocentado, tem direito a retirada de suas fotos do arquivo policial.

LEI 11.922, Art. 20.
Antes do estatuto do desarmamento até 2003, quem expedia o porte era a Polícia Civil (estadual), após essa data o Exército (federal). O prazo para essas pessoas obterem o registro federal foi até 31.12.2009.
Quem tem registro estadual ou não tem registro pratica o crime do artigo 12 da Lei 10826/03 (posse irregular). Mas podem fazer a “entrega espontânea” das suas armas, além da indenização pela boa-fé, a entrega gera extinção de punibilidade. Espécie de abolitio criminis temporária, já que a posse é crime permanente.

LEI 11.923/09, art. 158, §3º - SEQUESTRO RELÂMPAGO
É um seqüestro rápido em que os criminosos obrigam a vítima a realizar saques ficando com a vítima por algumas horas. O fato antes da alteração era enquadrado majoritariamente como extorsão (Art. 158, CP) ou extorsão mediante seqüestro (Art. 159, CP).
A Lei 11.923 não é novatio legis incriminadora, pois o fato já era tipificado. Todavia, a nova lei abrandou (novatio legis in mellius) ou agravou (novatio legis in pejus)? Depende:
A. Para os que enquadravam como extorsão (158) – novatio legis in pejus
B. Para os que enquadravam como extorsão mediante seqüestro (159) - novatio legis in mellius.
O efeito prático desta distinção é a retroatividade da lei.
Art. 158, §3º. Se o crime é cometido mediante…
Sequestro relâmpago = caput + §3º.
Constranger + mediante violência ou grave ameaça + visando à obtenção de indevida vantagem econômica + restrição da liberdade como meio necessário a obtenção de indevida vantagem econômica.
Se um credor aborda um devedor? Exercício arbitrário das próprias razões ou até mesmo seqüestro, pois nesse caso a vantagem é devida.
Para a consumação não é necessário a obtenção do lucro, pois é crime formal (S. 96, STJ).
É possível o concurso material (soma-se as penas) entre roubo (Art. 157) e sequestro relâmpago (Art. 158, §3º). Não é crime continuado (pena aumentada), pois não são delitos da mesma espécie.
Formas qualificadas de seqüestro relâmpago.
A. Lesão grave
B. Morte
Aplicam-se as penas no artigo 159, §§ 2º (16-24 anos de reclusão) e 3º (24-30 anos de reclusão).
O sequestro relâmpago não é hediondo. Mas seqüestro relâmpago qualificado é?
A. Guilherme Nucci: Não são hediondos, pois não está mencionado lamentavelmente no Artigo 1º, da Lei 8072/90.
B. Luis Flávio Gomes e Rogério Sanches: Depende. O sequestro relâmpago com lesão grave não, mas o sequestro relâmpago com resultado morte é hediondo com base no artigo 158, §2º, pois ele consta na lista, através da menção da extorsão com resultado morte.
C. Damásio de Jesus e André Estefam: É hediondo nas duas formas. Em face da remissão expressa do artigo 159 que tem caráter hediondo: “aplicam-se aos sequestros relâmpagos penas do artigo 159, CP”. Aplica-se a pena em todo seu regime jurídico (hediondez, regime inicialmente fechado, etc). Interpretação sistemática e teleológica, não apenas gramatical.

LEI 11.983/09 – REVOGOU A MENDICÂNCIA (Art. 60 da Lei de Contravenções Penais).
O artigo 323 do CPP foi revogado parcialmente – As contravenções penais de mendicância e vadiagem são inafiançáveis.


LEI 12.012/09
Num primeiro momento, o uso de celular pelo preso passou a ser considerado pelos juízes de execução penal como falta grave. O STJ decidiu que o uso de celular não caracterizava falta grave pela falta de previsão legal. Por fim, a Lei 11.466/07 supriu a lacuna e o uso de celular pelo preso passou considerar falta grave e trouxe disposições penais, inserindo em nosso CP o artigo 319-A, que é a prevaricação imprópria consistindo em deixar o diretor do estabelecimento penal ou agente público de cumprir o dever de vedar o ingresso de aparelho de telefone celular, rádio ou similar.
É crime omissivo próprio? Não, pois o diretor ou agente pode fazer o ingresso do aparelho.
Finalmente, o artigo 349-A foi inserido no CP, chamado de favorecimento real impessoal. Pune o ingresso, promoção, intermediação, facilitação ou auxílio à entrada de um aparelho de celular em estabelecimento prisional (presídio, colônia agrícola ou cadeia). Ficam de fora os estabelecimentos de medida sócio-educativas, pois não tem natureza de prisão.
Com autorização devida autorização podem Juiz corregedor, Delegado, etc, não cometem essa infração penal.
É mais um exceção pluralista à teoria monista (art. 29, caput – concurso de pessoas), pois o particular incorre no 349-A, mas o agente público incorre no 319-A, ambos têm pena de 3 meses a 1 ano e são Infrações de Menor Potencial Ofensivo – IMPO.
O preso pode ser sujeito ativo do 349-A? Óbvio, além de cometer falta grave. Por exemplo, ao voltar de uma audiência ele oculta o celular e ao retornar ao presídio entra com o celular.

12.015/09 – CRIMES SEXUAIS
Alterou o Título VI da parte especial do Código Penal, antes se fala em crimes contra os costumes e agora “crimes contra a dignidade sexual”.
Visava regular o comportamento sexual médio da sociedade. Hoje o Direito Penal não visa tutelar costumes, mas a dignidade da pessoa humana, haja vista que ele é ultima ratio – só teve ser buscado quando não restam mais possibilidade de resolução nas outras esferas do direito – como uma indenização civil. Nesse caso, dignidade humana em matéria sexual e não mais a moral média.
Ademais, o Capítulo I (Liberdade sexual) visa protege a autodeterminação sexual das pessoas e o Capítulo II (Crimes sexuais contra vulneráveis) tutela a intangibilidade sexual das pessoas vulneráveis, independente de consentimento na prática.
Quem são as vulneráveis? Antigas hipóteses que a lei denominava presunção de violência. Vejamos:
A. Menores de 14 anos – antes o CP dizia “não maior de 14 anos”, hoje completou 14 não é mais vulnerável. É possível sustentar no caso concreto em caso de adolescentes sem conjunção canal a não violação da dignidade sexual. Na Argentina a idade vulnerável é de 13 imagine no caso das fronteiras secas com o Brasil?
B. Pessoas que possuam doença ou deficiência mental que retire a capacidade de discernimento para o ato sexual - se não for perceptível a deficiência mental pelo sujeito ativo ocorre erro de tipo.
C. Incapazes de oferecer resistência – dar medicamento para um parceiro, abuso de médico em suas clínicas, toque em partes íntimas de pessoas dormindo.

LEI 12015 alterou o art. 225 que trata de ação penal
Antes da reforma a regra ela era privativa, condicionada a representação quando a vítima era pobre e incondicionada quando era praticado com abuso do poder familiar, chamada de ação penal secundária.
Hoje a regra é ação penal pública condicionada à representação. Exceto quando se tratar de vítima vulnerável ou menor de 18 anos: Ação Penal Pública Incondicionada.
S. 608 do STF editada a mais de 30 anos afirma que a AC será pública e incondicionada no caso de estupro com violência. Alguns afirmam que a s. 608 restou prejudicada, mas ainda tem aplicação nos casos do estupro qualificado pela lesão grave (213, §1º) ou pela morte (213, §2º) ou no caso do artigo 101 do Código Penal, que é a ação penal no crime complexo. No estupro simples é o caput do artigo 225.
A regra do artigo 225 é retroativa, sai a vítima e entra o MP?
A. Sim, as normas processuais penais têm que ter aplicação imediata, segurança jurídica.
B. Não, pois traria uma condição mais prejudicial ao réu.
C. Depende, pois as normas de processo penal têm natureza mista, só se aplica a retroatividade só se aplica as disposições benéficas (NUCCI).

CAPÍTULO I – LIBERDADE SEXUAL
Art. 213 – Estupro (equivale aos artigos 213 e 214)
Em todas as suas formas é hediondo.
Pune o constrangimento sexual (conjunção carnal ou ato libidinoso) a qualquer pessoa (mulher ou homem).
Constranger mulher a conjunção carnal e coito anal no mesmo contexto fático?
A. Concurso de crimes (213 - estupro e 214 - AVP). Revogado.
B. Crime único, mas com maior rigor na aplicação da pena, devido a ter apenas um único verbo nuclear além do que, o bem protegido é a liberdade sexual e não as cavidades anal e a vaginal (Guilherme Nucci). Atualização 18.02.2010: "STJ/DECISÃO (...) Estupro e atentado violento ao pudor contra mesma vítima em um mesmo contexto é crime único".
C. Concurso material de crimes (estupro+estupro) tipo misto cumulativo (Vicente Greco Filho).
Estupro qualificado pela idade da vítima (Art. 213,§1º)
Se a vítima é maior de 14 e menor de 18 anos – reclusão de 8 a 12 anos. Se a vítima for menor de 14 anos o crime é de estupro de vulnerável – reclusão de 8 a 15 anos de reclusão. Pergunta-se é se a vítima tem 14 anos, ou seja, é estuprada no dia do seu aniversário? Só resolve-se a questão interpretando maior de 14 anos o dia do aniversário.

LEI 12.033/09 – Alterou o art. 145, parágrafo único, do CP (Ação penal nos crimes contra honra)
Injúria qualificada pelo preconceito agora é de ação penal pública condicionada à representação.
Antes da Lei 12.033
Art. 215 – Posse sexual mediante fraude (equivale aos 215 e 216)
Art. 216-A – Assédio sexual
Hoje foi extinta a presunção de violência.

DIREITO DO TRABALHO - Ampliação da competência material da Justiça do Trabalho

Essa aula do Prof. Leone Pereira (www.leonepereira.com.br) foi muito boa.

EC 45/2004 – REFORMA DO JUDICIÁRIO
Houve uma significativa ampliação da competência (Art. 114, CF)

PRINCIPAIS ASPECTOS
INCISO I – AÇÕES ORIUNDAS DA RELAÇÃO DE TRABALHO (DIFERE DE EMPREGO)
Posição majoritária: a relação de trabalho deve apresentar semelhanças com a de emprego.
A JUSTIÇA DO TRABALHO e a relação de consumo (Art. 3º, §2º, CDC). A quem compete?
A. Min. João Oreste Dalazen do TST defende a “relação jurídica bifonte
B. Na relação de consumo e de trabalho, já que o CDC é lei especial a competência da justiça comum prevalece (Majoritária)
Justiça do Trabalho e os Honorários Advocatícios. Compete a cobrança do advogado pessoa natural na JUSTIÇA DO TRABALHO?
A. Compete a JUSTIÇA DO TRABALHO (Enunciado 23 da 1ª Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho)
B. Compete a Justiça Comum Estadual (Súmula 363 STJ) (Majoritária)
JUSTIÇA DO TRABALHO e as ações penais.
A. Interpretação sistemática dos incisos I, IV e IX, art. 114 da Constituição Federal, denota competência criminal para julgar crimes contra a organização do trabalho. Por exemplo: redução a condição análoga a de escravo.
B. Interpretação conforme a Constituição Federal do Ministro-Relator Cézar Peluso afirma que a JUSTIÇA DO TRABALHO não tem competência criminal genérica (ADI 3684 impetrada pelo PGR).
Entes da Administração Pública, direta e indireta da União, Estados, Municípios e Distrito Federal
A. A Associação dos Juízes Federais (AJUFE) impetrou a ADI 3.395-6 e o STF decidiu que a JUSTIÇA DO TRABALHO não tem competência para julgar ações de ordem estatutária ou de caráter jurídico administrativo.
B. A contratação por tempo determinado para atender necessidade temporárias de excepcional interesse público
C. No caso dos “falsos temporários” (caracterizados pelo desvirtuamento na contratação) compete a JUSTIÇA DO TRABALHO (Orientação Jurisprudêncial 205 SDI-1/TST). Essa OJ foi concedida em ABR/09, mas hoje o STF decidiu que a competência é da Justiça comum.

INCISO II – AÇÕES QUE ENVOLVAM EXERCÍCIO DO DIREITOE DE GREVE
Ações possessórias e o direito de greve
A. Compete a JUSTIÇA DO TRABALHO, exceto os trabalhadores de iniciativa privada (Súmula Vinculante 23);
B. A greve dos servidores públicos civis é competência da Justiça comum

INCISO IV – MS, HC E HD QUANDO O ATO QUESTIONADO ENVOLVER MATÉRIA TRABALHISTA.
Nova Lei do MS (12.016 de 7 de AGO/09)
A. Antes da Reforma: competência originária dos tribunais trabalhistas (TRT/TST)
B. Após a reforma: continua a competência originária e houve ampliação da autoridade coatora: “atos de outras autoridades”. Por exemplo: membros do MPT, Auditor Fiscal do Trabalho, ato do oficial do cartório, etc, mas agora competem a Vara do Trabalho de 1° grau.
Habeas Corpus
Juiz determina na execução civil a prisão do depositário infiel. Mesmo com Pacto de São José não é entendimento pacífico, como por exemplo, o sócio que durante o processo praticou atos protelatórios, cabe prisão ou verbas decorrentes de alimentos
Empregador que trancou funcionários na empresa, cabe HC.
Habeas Data
Funções: conhecimento e retificação de informações ou anotação nos assentamentos.
Acesso dos empregados a lista do MTE dos maus empregadores.

INCISO VI – AÇÕES DE INDENIZAÇÃO DOS DANOS MATERIAIS, MORAIS OU ESTÉTICOS DECORRENTES DA RELAÇÃO DE TRABALHO.
Assédio moral cabível a rescisão indireta com pleito de ação de indenização por dano moral.
Se for apenas ação de dano moral também cabe na JUSTIÇA DO TRABALHO (S. 392 TST). Mas se ocorrer acidente do trabalho?
A. Alguns afirmaram que é a mesma coisa (sic).
B. Ação de acidente do trabalhado do segurado em face do INSS (autarquia federal) compete a Justiça Comum Estadual (Art. 109, I, CF c/c S. 235 e 501 STF).
Ação indenizatória movida pelo empregado em face do empregador pleiteando indenização por danos materiais/morais/estéticos compete a JUSTIÇA DO TRABALHO, a SÚMULA VINCULANTE 22 do STF – encerrou a discussão.
Mas se o empregado sofre acidente de trabalho e morre, quem vai entrar com a ação? Nesse caso ocorre o dano indireto, em ricochete ou refluxo quando a prejuízo atinge pessoas além do empregado. Cabe a viúva ou filho, mas continua a celeuma onde será ajuizada.
A. Defende a competência da Justiça Comum Estadual (S. 366 STJ)
B. Compete a JUSTIÇA DO TRABALHO (STJ cancelou a súmula citada, mas não pacificou a discussão). Majoritária.
Se o processos tramitavam na Justiça Comum com sentença de mérito ou não: continuava na Justiça Comum.
Sem sentença: foram remetidos a JUSTIÇA DO TRABALHO (S. 367 STJ e SÚMULA VINCULANTE 22 STF)
O advento de uma sentença pode fixar uma competência?
Processualmente ele está errado, pelo principio da perpetuação do processo. Mas politicamente correto, pois causaria um caos na administração da justiça.

INCISO VII – AÇÕES RELATIVAS ÀS PENALIDADES ADMINISTRATIVAS IMPOSTAS AOS IMPREGADORES PELOS ORGÃOS DE FISCALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO [LEIA-SE ORGÃOS DO MINISTÉRIO DO TRABALHO]
Antes era de competência da justiça federal. Hoje foi deslocada para JUSTIÇA DO TRABALHO.

Qual foi o grande reflexo ou impacto da reforma? Sem dúvidas na execução trabalhista.
Títulos executivos extrajudiciais trabalhistas. Quais são eles? Art. 876, caput, CLT:
A. Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado perante o MPT. Executa-se o TAC sem o prejuízo de outras ações.
B. Termo de Conciliação da Comissão de Conciliação Prévia (CCP). Entendia-se que era obrigatório se ela existisse, inclusive Ives Gandra Martins chegou a extinguir ações sem resolução do mérito. Hoje, entende-se facultativo em face do princípio da inafastabilidade do Judiciário. Uma decisão do segundo semestre de 2009: a ADI 2139 e 2160, o STF decidiu em caráter liminar que a passagem pela CCP é facultativa (7x2 – César Peluso e outro).
B. O Título Executivo Extrajudicial (TEE) oriundo das multas aplicadas pelo MTE inscritas da Dívida Ativa da União. Esse foi o grande impacto da reforma nas execuções trabalhistas.
Entende-se que o rol é taxativo.

INCISO VIII – EXECUÇÃO EX OFFICO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
Desde a EC 20/98 já era competência da JUSTIÇA DO TRABALHO
Três correntes:
A. S. 368, I, TST c/c art. 876, § único, CLT – Se envolverem decisões condenatória ou homologatórias de acordo. Duas espécies de decisões. (TST)
B. A CLT foi reformada com o advento da Lei 11.457/07 trouxe uma nova redação ao §ú do art. 876, CLT: “inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido”. Trouxe a possibilidade das execuções previdenciárias das ações meramente declaratórias (Ex. ação de reconhecimento de vínculo empregatício). Três espécies de decisões: condenatória, homologatória e meramente declaratórias.
C. A JUSTIÇA DO TRABALHO não tem competência no caso de ações meramente declaratórias (STF), coaduna com a posição do TST. A tendência é que seja editada uma SÚMULA VINCULANTE que declare não ser possível a execução de decisões meramente declaratória.
A JUSTIÇA DO TRABALHO AMPLIOU SUA COMPETÊNCIA SE PREOCUPANDO COM MATÉRIAS TRANSVERSAIS.

CONCURSOS - 03

WDPTS

O que é:
Após várias viagens e palestras, percebi que os concursandos são sedentários em sua maioria. Este programa é apenas uma tentativa, leve e bem-humorada de levar você a cuidar de sua saúde e receber os benefícios que isso vai te trazer.
Fase 1
Duração: 3 meses
3 vezes por semana
1º mês 40 min caminhando
2º mês 50 min caminhando
3º mês 60 min caminhando
• Use roupas leves e tênis confortáveis;
• Alongue-se antes e depois da caminhada
• Faça um exame médico de 6 em 6 meses e antes de começar a fazer exercícios.
Dicas para Correr:
Correr é uma forma de vencer os próprios limites e ver que somos capazes de nos superar. Dá para levar essa sensação para os outros campos da vida, o que faz muito bem.
(Karen César, 27, mencionada no artigo “Corra, Chefe, Corra”, transcrito no final do mês de abril).
Antes de tudo, uma advertência.
Não se assuste se parecerem conselhos demais. Comece a correr e você verá que estes cuidados serão aprendidos e assimilados naturalmente pelo hábito.
Ah... e quando você não se alongar ou abusar do corpo mais do que deve, vai doer mais do que precisa.
Benefícios físicos e psicológicos que a corrida propicia
• condicionamento físico;
• controle de peso;
• melhora da auto-estima;
• sensação de bem-estar;
• diminuição de ansiedade, estresse e depressão;
• prevenção de doenças, em especial as cardíacas, derrame e a pressão alta;
• regularização da função intestinal;
• eliminação de toxinas;
• melhora do humor;
• etc.
Antes de começar o projeto de correr
• procure a orientação de um profissional da área (Professor de Educação Física, Personal Trainer etc.);
• faça um exame médico para saber se tem algum problema mais grave a ser tratado, antes de iniciar o programa;
• escolha um par de tênis bem confortável. O tênis ideal é aquele que é leve, flexível e que não fique muito justo nos pés. Se possível, adquira um par de tênis próprios para a prática de corrida, nunca sem indagar se o sistema de amortecimento é indicado para pronadores, supinadores ou pés normais (ou seja, pisada para dentro, para fora ou normal). Se estiver sem grana, corra com os tênis que tiver;
• roupas confortáveis: as roupas devem ser leves e pequenas. Evite tecidos pesados e roupas muito grandes;
• nas primeiras semanas, será mais difícil a disciplina de separar tempo e correr. Mas, se você insistir, logo estará viciado. Assim, seja disciplinado e mantenha os treinos por pelo menos três meses. Por mais difícil que pareça, em pouco tempo você começará a sentir os benefícios da corrida;
• a corrida é um dos esportes mais baratos que existem. Não pense que terá que adquirir tênis, roupas, suplementos etc. caros. Estes acessórios caros não são indispensáveis. Existem sempre bons produtos a preços acessíveis. Comece a correr e deixe as coisas fluírem;
• a obesidade, salvo casos muito graves, não é motivo para não correr, mas para fazê-lo. Ela demanda maior cuidado, paciência e mais tempo com caminhadas. Após algum tempo, e com o emagrecimento, o ritmo poderá ir aumentando;
• se puder, oriente-se com algum corredor, professor de educação física ou academia. É bom, útil e interessante.
• por outro lado, embora interessantre, não é preciso ter um treinador pessoal (personal trainer) para começar a correr. Você pode fazer isto sozinho ou com amigos, bastando que vá com calma e seja disciplinado. A calma é para respeitar os limites do corpo e aguardar os resultados, enquanto a disciplina serve para vencer a preguiça e treinar pelo menos duas ou três vezes por semana;
Cuidados normais de quem pratica corrida
• antes e depois de correr, alongue-se. É a maior garantia de que você não vai se lesionar;
• não exagere nos treinos. Respeite seu corpo: não dê moleza para a preguiça, mas saiba ou procure aprender a reconhecer quando for a hora de dar um descanso. A gente corre para viver, e não para morrer. Lembre-se disso;
• para correr debaixo de sol, use protetores. Outra proteção útil é o boné, que deve ser leve;
• não corra de barriga vazia: alimente-se antes. Da mesma forma, beba água. É falsa a idéia de que correr de barriga vazia ajuda a emagrecer. O emagrecimento virá com o tempo, não com esses “sacrifícios”;
• a cada cinqüenta minutos, procure beber de um copo (200ml) a uma garrafa (500ml) de água. Se possível, a cada noventa minutos, coma alguma coisa (uma barra de cereais ou uma banana, por exemplo). Existem à venda cintos em que você pode levar água. Outra forma de resolver o problema é marcar os pontos onde vai beber água e levar dinheiro trocado para não perder muito tempo no pit-stop;
• depois de correr e alongar-se, beba água. Se tiver a possibilidade, você pode tomar alguma bebida isotônica (ex.: Gatorade) ou, melhor, um isotônico barato, natural e de excelente qualidade: a água de coco.
Coisas para estarem no seu bolso durante a corrida
• prepare e leve um papel com seu nome, endereço e telefones de contato. Pode parecer bobeira, mas não é. Nunca se descuide de sua segurança. Em caso de você passar mal ou ser vítima de algum acidente, isto poderá salvar sua vida. Se o papel estiver plastificado, melhor. Algumas pessoas colocam estas informações em um cordão;
• leve dinheiro para uma água, água de coco ou algo assim;
• prenda bem a chave da sua casa ou apartamento;
• providencie proteção contra o sol (boné, óculos, filtros solares), frio (agasalhos leves) ou chuva (roupas impermeáveis), conforme o caso. No caso de filtros solares, prefira os especiais para atletas, que não saem com o suor. Os óculos também servem para proteger a vista do vento;
• caso queira, leve um radinho ou toca-fitas, com pilhas carregadas. No toca-fitas, matéria de prova, música ou o que preferir;
• caso possa, utilize um monitor de freqüência cardíaca. Eles ainda são relativamente caros, mas são muito úteis para você controlar a carga de treinamento. Os modelos mais simples e baratos já resolvem o essencial para um corredor amador. Não se preocupe em gastar dinheiro com o último modelo, o mais completo etc. Para usá-lo corretamente, consulte um profissional (médico, professor de Educação Física ou nutricionista). A falta do monitor, todavia, evidentemente não impede a prática da corrida.
Para corridas de longa duração (mais de duas horas), acrescente os itens seguintes à lista acima
• proteja seus mamilos (band-aid, micropore, gaze ou esparadrapo). Roupas ásperas devem ser evitadas;
• leve alimentação (barras de cereais, alguma fruta, Exceed ou Power Gel). Em geral, ela começa por volta dos noventa minutos e se repete, daí em diante, a cada quarenta e cinco a cinqüenta minutos;
• mantenha-se hidratado. Beba bastante água ou isotônicos. Se quiser, faça-o de quarenta em quarenta minutos. Você também pode molhar a cabeça, a nuca, os braços, pulsos e pernas. Apenas tome cuidado para não deixar ir água nos tênis, que ficarão mais pesados. Não tenha medo de querer urinar: normalmente, essa água toda vai sair no seu suor. Mas, se precisar, urine, isso faz parte. Humanos urinam, lembre-se;
• passe vaselina na virilha, na parte interna das coxas e axilas;
• se quiser, use um cinto para atletas, que serve para colocar todas estas bugingangas, caso você não queira usar calções com bolsos;
• costumo levar um lenço, que serve para quando o suor ou o protetor solar escorre e alcança os olhos.
Dicas para correr na rua
• correr sempre no contrafluxo do trânsito. Por mais que você “viaje” nas suas meditações ou na música que estiver tocando, sempre esteja atento ao que ocorre ao redor (carros, pessoas, carrinhos de bebês, idosos, bicicletas, aviões caindo etc.);
• evite o meio fio em avenidas muito movimentadas (é melhor enfrentar o concreto das calçadas do que motoristas imprudentes). O melhor solo para correr é o de barro batido ou de grama, depois o asfalto, depois o concreto ou pedra portuguesa. Mas o pior de todos é o solo em que você for atropelado. Por isso, cuide-se;
• adotar camisetas de acordo com a ocasião. À noite, o ideal é cor branca. De dia, cores mais chamativas, como laranja, vermelho, amarelo;
• ao atravessar alguma rua, fique correndo no mesmo local até o momento de atravessar;
• não confie nos carros. Aja de modo que você seja o principal responsável por sua segurança;
• se acredita em Deus, ore ou reze sempre antes de correr, ou qualquer outra coisa importante que for fazer.

William Douglas

CONCURSOS - 02

DEZ DICAS PARA CONCURSOS

1º Dica: Dicas para obter Motivação
MOTIVAÇÃO
A primeira atitude de que alguém precisa para passar em concursos é a motivação. Uma pessoa motivada é mais feliz e produtiva. Motivação é a disposição para agir, podendo ser entendida simplesmente como "motivo para a ação" ou "motivos para agir".
Você precisa de motivação. Ela é quem nos anima e ela é quem nos faz "segurar a barra" nas horas mais difíceis e recomeçar quando algo dá errado. Porém... isto você já sabe. O que todo mundo quer saber é:
Como conseguir motivação?
A motivação é pessoal: só você pode dizer o que lhe dá ânimo para trabalhar, prosseguir, crescer. As outras pessoas podem ajudar na motivação, mas não nos dá-la de presente.
A primeira motivação é você cuidar bem de si mesmo, ser feliz. Costumo dizer que você vai passar o resto da vida "consigo", que pode se livrar de quem quiser, de qualquer coisa, menos de você mesmo. Por isso, deve cuidar bem de sua mente, corpo e projetos, sonhos, futuro.
Mas existem outras motivações.
Deus. Deus pode ser uma fonte de ânimo e consolo, de força para viver e prosseguir. Além disto, se você for uma pessoa com sucesso profissional e capaz, poderá servir mais ao trabalho para sua divindade.
Família. Ajudar a família, ter dinheiro e tempo para o parceiro amoroso, filhos, pais, irmãos, é uma das mais fortes injeções de disposição para o estudo e o trabalho.
Riqueza. Existem muitas formas de riqueza, sendo o dinheiro a menor delas. Paz, saúde, equilíbrio, família, sucesso, fama, ser benquisto e admirado, tudo isto são formas de riqueza, que podem ser escolhidas por você e servirem como estímulo.
Dinheiro. O dinheiro nunca deve ser o motivo principal de uma escolha, mas é perfeitamente lícito e digno a pessoa querer ganhar dinheiro. Basta que seja dinheiro honesto. O dinheiro serve para comprar muitas coisas úteis e prazerosas. Assim, se você quer estudar para ter mais dinheiro para gastar, tudo bem, é um bom motivo.
Tempo. Quanto melhor você estudar e quanto mais resultado tiver, mais tempo você terá para fazer outras coisas. E as fará com mais tranqüilidade e segurança.
Resolver problemas. Conheço amigos para os quais o concurso serviu para resolver problemas. Um deles, o Professor Carlos André Tamez, do Curso Aprovação, estudou para ser Auditor da Receita, pois morava no Rio de Janeiro e sua amada, em Curitiba. O concurso serviu para ele poder trabalhar na cidade que desejava. E conheço uma amiga para quem o concurso serviu para poder se separar sem depender de pensão do ex-marido. Para outro, o concurso foi a fonte de dinheiro para montar seu consultório dentário.
Segurança. O estudo e o concurso trazem segurança, seja a de ter alternativas, seja a de ter emprego, dinheiro, aposentadoria etc. São bons motivos.
Motivação é tarefa de todos os dias!
Entenda que todo projeto de longo prazo terá momentos de grande ânimo, momentos normais e momentos de desânimo, e vontade de desistir. Sabendo disso de antemão, procure se preparar para os dias de baixa: eles virão e você vai precisar aprender a lidar com eles.
A motivação deve ser trabalhada diariamente. Todos os dias você pode e deve lembrar dos motivos que o estão fazendo estudar, ter planos, persistir.
A motivação deve ser redobrada nos momentos de crise, de desânimo e cansaço. Em geral, ela vai segurá-lo. Algumas vezes, você vai "surtar", ter uma crise e parar um tempo. Tudo bem, tenha a crise, faça o que quiser, mas volte a estudar o mais rápido possível. De preferência, recomece no dia seguinte.
Dicas de motivação
1) Você pode criar técnicas para se animar. Eu usava uma xerox do contraqueche (hollerith) de um amigo que já tinha sido aprovado. Quando eu começava a querer parar de estudar antes da hora, olhava o contracheque que eu queria para mim e conseguia continuar estudando mais um tempo. Conheço gente que tem a foto de um carro, de uma casa, uma nota de 100 dólares, a foto de onde quer passar as férias de seus sonhos. E tem gente com foto da esposa, do marido, dos filhos.
2) Outra dica importante: esteja perto de pessoas com alto astral, animadas, otimistas, e de pessoas com objetivos semelhantes. Evite muito contato com pessoas que não estejam trabalhando por seus sonhos, que vivam reclamando de tudo, que não queiram nada. Escolha as pessoas com as quais você estará em contato e sintonizado. O canarinho aprende a cantar, ouvindo outro canário. E canários juntos cantam melhor. Esteja perto de quem cante ou goste de cantar.
Motivação: dor ou prazer. O ser humano age basicamente por duas motivações primárias: obtenção de prazer ou fuga da dor. Quando alguém deixa de saborear uma apetitosa sobremesa, pode estar querendo evitar a dor de engordar; quando a saboreia, está buscando o prazer do paladar. Há pessoas que estudam para evitar dor (nota baixa, reprovação, fracasso) e pessoas que estudam para obter prazer (aprender, saber, acertar, crescer, ter sucesso na prova etc.). Embora o objetivo seja o mesmo (estudar), a motivação pode ser completamente diferente. Acontece que, comprovado em 23 anos de estudo e experiência, mesmo com um objetivo idêntico (por exemplo, passar no vestibular ou concurso público), o desempenho de quem tem motivação positiva (buscar prazer) é bastante superior ao daquele que atua por motivação negativa (evitar dor).
2ª Dica
A eterna competição entre o lazer e o estudo
Todo mundo já se pegou estudando sem a menor concentração pensando nos momentos de lazer, e todo mundo já deixou de aproveitar as horas de descanso por causa de um sentimento de culpa, remorso mesmo, porque deveria estar estudando.
Esta inversão de fazer uma coisa e pensar em outra causa desconcentração, stress e perda de rendimento no estudo ou trabalho. Além da perda de prazer nas horas de descanso.
Em diversas pesquisas que realizei durante palestras e seminários pelo país, contatei que os três problemas mais comuns de quem quer vencer na vida são estes:
· medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança),
· falta de tempo e
· a "competição" entre o estudo ou trabalho e a praia, cinema, namoro, etc.
E então, você já teve estes problemas?
Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e dedicação, mas como conciliar o tempo com as preciosas horas de lazer ou descanso?
Este e outros problemas atormentavam-me quando eu era estudante de Direito e depois quando passei a preparação para concursos públicos. Não é à toa que fui reprovado em 5 concursos diferentes!
Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos concursos (que pagam salários de até R$ 12.000,00/mês, com status e estabilidade, gerando enorme concorrência), problemas de cobrança dos familiares, memória, concentração etc.
Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia. Isso prova que passar em concurso não é impossível e que quem é reprovado pode "dar a volta por cima".
Dá para, com um pouco de organização, disciplina e força de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida onde haja espaço para lazer, diversão e pouco ou nenhum stress. A qualidade de vida associada às técnicas de estudo são muito mais produtivas do que a tradicional imagem da pessoa trancafiada estudando 14 horas por dia.
O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos, entrevistas, etc.) depende basicamente de três aspectos, em geral desprezados por quem está querendo passar numa prova ou conseguir um emprego:
1º) Clara definição dos objetivos e técnicas de planejamento e organização;
2º) Técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do cérebro e da memória;
3º) Técnicas específicas sobre como fazer provas e entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência fornece mas que podem ser aprendidos.
O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado melhor e mais sucesso em provas escritas e orais (inclusive entrevistas).
Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências que irão aumentar seu desempenho.
Para melhorar a "briga" entre estudo e lazer , sugiro que você aprenda a administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta um pouco de disciplina e organização.
O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário, colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao invés de servir como uma "prisão", este procedimento facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai levá-lo a escolher as coisas que quer dar mais tempo e a estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco tempo você vai ver que isto funciona.
Também é recomendável que você separe tempo suficiente para dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à família ou namoro. Sem isso, o stress será uma mera questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que com uma vida equilibrada o seu rendimento final no estudo aumenta.
Outra dica simples é a seguinte: depois de escolher quantas horas você vai gastar com cada tarefa ou atividade, evite pensar em uma enquanto está realizando a outra. Quando o cérebro mandar "mensagens" sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem seu tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo, o rendimento, e o prazer e relaxamento das horas de lazer.
Aprender a separar o tempo é um excelente meio de diminuir o stress e aumentar o rendimento, em tudo.
3ª DICA
Dez dicas importantes para fazer uma prova (concurso público)
A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma, tranqüilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranqüilamente, sentindo o ar, sentindo sua própria respiração. Após uns poucos minutos verá que respirar é um ótimo calmante. Procure manter-se em estado alfa, ou seja, combine calma e atenção.
Comece a ver a prova como algo agradável, como uma oportunidade, visualize-se calmo e tranqüilo. Lembre-se que “treino é treino e jogo é jogo” e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de jogar pra valer, de ir para o campeonato.
Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade. Conscientize-se disso e enquanto a maioria estiver tensa e preocupada, você estará feliz e satisfeito. Um dos motivos pelos quais eu sempre rendi bem em provas é porque considero fazer provas algo agradável. Imagine só, às vezes a gente vai para uma prova desempregado e sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver, sentir e ouvir “fazer prova” como algo positivo, como uma ocasião em que podemos estar tranqüilos, calmos e onde podemos render bem.
Ao fazer uma prova, nunca perca de vista o objetivo: passar. O objetivo não é ser o primeiro colocado (o que é uma grande ilusão, já que ser o primeiro traz mais problemas do que vantagens). Também não é mostrar que é o bom, o melhor, o “sabe-tudo”. O objetivo é acertar as questões, tentar fazer o máximo de pontos mas ficar feliz se acertar o mínimo para passar. Só isso.
A simplicidade e a objetividade são indispensáveis na prova, ladeadas com o equilíbrio emocional e o controle do tempo. Para passar lembre-se que você precisa responder aquilo que foi perguntado. Leia com atenção as orientações ao candidato e o enunciado de cada questão.
Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em provas dissertativas, seja objetivo e mostre seus conhecimentos. Por mais simples que seja a questão, responda-a fundamentadamente. No início e no final seja objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure demonstrar seus conhecimentos. Nessa parte, anote tudo o que você se recordar sobre o assunto e estabeleça relações com outros. Sem se perder, defina rapidamente conceitos e classificações. Se souber, dê exemplos. Aja com segurança: se não tiver certeza a respeito de um comentário, adendo ou exemplo, evite-o. “Florear” a resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale a pena. Isso só compensa se tratar-se do ponto central da pergunta, do cerne da questão. Nesse caso, se o erro não for descontado dos acertos, arrisque a resposta que lhe parecer melhor.
Utilize linguagem técnica. A linguagem de prova é formal, de modo que não se deixe enganar pela coloquial. Substitua termos, se preciso. Ex.: “Eu acho”, “Eu entendo”, “Entendo que”.
Correção lingüística. Tão ruim quanto uma letra ilegível ou uma voz inaudível é a letra bonita ou a voz tonitruante com erros de português. O estudo da língua nunca é desperdício e deve ser valorizado. Além disso, a leitura constante aumenta a correção da exposição escrita ou falada.
Evitar vaidades ou “invenções”. Muitos querem responder o que preferem, do jeito que preferem. Em provas e concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a ocasião própria, que certamente não é a do concurso.
Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível, sempre prestando atenção mesmo a questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze uma opinião diversa.
“Teoria do consumidor”. Além desses cuidados, temos que ter um extra com alguns examinadores. Lembre-se que todo professor, quando aplica uma prova é, na prática, um examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura.
Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante quanto o produto.
Esta técnica ensina que o candidato deve ser prudente e pragmático. Pragmatismo, anote-se, é a “doutrina segundo a qual a verdade de uma proposição consiste no fato de que ela seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de satisfação”.
O candidato precisa ter fluidez e maleabilidade suficientes para moldar-se à eventual inflexibilidade do examinador.
Se o seu professor só considera correta uma posição, devemos ter cuidado ao responder pois a prova não é a ocasião mais adequada para um enfrentamento de idéias, até porque ele é quem dá a nota, havendo uma grande desigualdade de forças. Existem os momentos adequados para firmar nossas opiniões e pontos de vista e isso é absolutamente indispensável, desde que na hora certa.
Letra legível, palavras audíveis. Se o examinador não consegue decifrar sua caligrafia nem ouvir sua voz, isso irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser lido, ouvido e entendido? Será que todos os examinadores, profissionais ocupados e atarefados, diante de centenas ou de milhares de provas para corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra ilegível? Na hora da prova faça letra bonita, de preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta), a fim de que ela fique legível. Treine sua oratória para saber falar razoavelmente.
4ª DICA
Fazendo Provas
A realização de provas exige cuidados específicos para cada momento, que serão objeto de nossa atenção a partir de agora. Cada fase da preparação ou da prova tem suas técnicas. Não se assuste, achando que são muitas: como a técnica ajuda, quanto mais técnicas melhor.
A técnica da prática: aprenda a fazer, fazendo.
Aconselho o leitor a treinar o mais que puder a realização de provas. A experiência constitui um excelente trunfo na hora de um campeonato ou de um concurso.
Estes anos correndo o país me mostraram que pouca gente treina fazer provas. E esta é a grande dica: faça provas. Os cursos que mais aprovam são os que levam seus alunos a treinarem fazer provas, os candidatos que passam são os que treinaram fazer provas.
Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e provas reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou seja, que treine fazer provas e questões e que se inscreva em concursos para a área que deseja.
Para os simulados, recomendo a você resolver questões e provas da matéria que estudou, como forma de fixar o conteúdo, periodicamente, fazer um concurso simulado, reprisando o tempo real da prova, o uso apenas do material permitido e, claro, utilizando provas de concursos anteriores. Outra dica boa é fazer os simulados filantrópicos cada vez mais comuns nos cursos preparatórios.
Falemos mais um pouco sobre este importante item.
VÁ FAZER AS PROVAS. Há pessoas que deixam de fazer uma prova por não se considerarem “preparadas” e deixam de adquirir experiência e até mesmo, algumas vezes, ser aprovadas. Mesmo que ainda esteja começando a se preparar, vá fazer as provas. Se for para alguém dizer que você ainda precisa estudar mais um pouco antes da aprovação, deixe que a banca examinadora o faça. Quem sabe o dia da prova não é o seu dia? Asseguro que, pelo menos, você irá adquirir experiência, ver como está o seu nível, como é estar “no meio do jogo” etc. Ao chegar em casa, procure nos livros as respostas: a fixação daquilo que você pesquisar nessa ocasião é sempre muito alta. Analise o gabarito e, se for possível, participe da vista de prova. Se o resultado for abaixo de sua expectativa, não desanime: apenas continue estudando e agregando conhecimentos. A coisa funciona assim mesmo: a gente normalmente “apanha” um pouco antes de começar a “bater”.
TREINE EM CASA. Mesmo que você não tenha como fazer as provas, é possível adquirir boa parte dessa experiência em casa, treinando. Reúna provas de concursos anteriores ou comercializadas através de cadernos de testes e livros, separe o material de consulta permitido pelo Edital, o número de questões, o tempo de prova, etc. E faça a prova! Tente simular uma prova do modo mais próximo possível daquele que irá encontrar no dia do concurso. Aproveite esses “simulados” para aprender a administrar o tempo de prova. Se os cursos preparatórios oferecerem provões ou simulados, participe.
TREINOS ESPECIAIS. Depois de algum treino, passe a ficar resolvendo mais questões por um tempo um pouco maior (p. ex., uma hora a mais) do que o que terá disponível no dia da prova, o que serve para aumentar sua resistência. Outro exercício é resolver questões em um tempo menor, aumentando a pressão. Por exemplo, se a prova terá 4 horas para 50 questões de múltipla escolha, experimente tentar responder esse número de questões em 3 horas ou 3 horas e meia. Em seguida, responda a outras questões até completar o tempo de 4 horas. Se você está acostumado a resolver questões com uma pressão maior do tempo e com uma longa duração (5 ou 6 horas, por exemplo), ficará mais à vontade em provas em condições menos severas. Contudo, à medida em que a data do concurso for se aproximando, passe a realizar mais provas simuladas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.
5ª DICA
Mudança de paradigma
Se você está acostumado a pensar numa prova apenas como aluno, aprenda a mudar esse paradigma. Você também precisa ver a prova com os olhos do examinador. Se um médico, um engenheiro, um advogado e um político virem uma ponte ruir e pessoas se ferirem, é possível que haja quatro modos de avaliar o fato: um pensará em socorro médico, outro em qual foi a falha na construção, outro em ações de indenização, e o último em mais um ponto de sua plataforma eleitoral.
Enquanto você não aprender a ver a prova não como quem quer acertar (o aluno) mas como quem quer ver se está certo (o examinador), as suas provas terão menos qualidade.
Em duplas ou grupos, passe a fazer provas e trocá-las para a correção. Corrija-as como se fosse o próprio examinador. Você aprenderá a ver a prova com outros olhos e isto facilitará seu desempenho quando reassumir o papel de aluno. Treine para fazer provas orais reparando a postura e respostas do colega como se você fosse da banca.
Humildade intelectual
Nunca despreze uma idéia nova ou uma opinião sem meditar e refletir.
Nunca despreze uma idéia por causa de sua fonte, por exemplo, por ser de alguém que você não gosta, ou que é pobre, ou que é de outra raça, ou de outra religião, ou de outro estado, ou de outro sexo, ou de outra qualquer coisa. Avalie as idéias pelo seu valor e não pela sua origem ou roupagem.
Além disso, é preciso conhecer o que há, o que já existe, nem que seja para sustentar uma tese inteiramente nova. Caso contrário, pode ocorrer aquela história onde um ateu foi para o Clube dos Herejes e, na portaria, perguntaram-lhe se havia lido a Bíblia, o Talmude, etc. O ateu disse que não leu nada porque era ateu, e o mandaram para o Clube dos Ignorantes.
Resumos e cores
Ao estudar faça resumos, esquemas, gráficos, fluxogramas, anotações em árvore, mencionados no item abaixo. Organize-se para periodicamente, ao estudar a matéria, reler os resumos que tiver preparado. Uma boa ocasião é fazê-lo a cada vez que for começar a estudar a matéria. Quando o número de resumos for muito grande, divida-os de forma a que de vez em quando (semana a semana ou mês a mês) você dê uma “passada” por eles. Essa revisão servirá para aumentar de modo extraordinário seu aprendizado e memorização.
O uso de mais de uma cor em suas anotações é proveitosa, pois estimula mais a atenção e o lado direito do cérebro. Alguns alunos gostam de correlacionar cores com assuntos ou com referências. Por exemplo, o que está em vermelho são os assuntos mais “quentes” para cair, o que está em azul são exceções, princípios na cor verde, e assim por diante. Dessa forma, as cores também funcionam como uma espécie de ícone.
SQ3R
Morgan e Deese mencionam estudos feitos pela Universidade de Ohio nos quais se identificou aquele que seria o melhor método de estudo: o SQ3R. Este eficiente método pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros, sendo referido por praticamente todos os livros que tratam do assunto (metodologia, aprendizado, leitura dinâmica, memorização, etc.).
Nesse sistema nós reaprenderemos a ler, agora não mais em um passo, mas em cinco. Por demorarmos mais tempo para ler com o SQ3R, aparentemente estará havendo “perda” de tempo. Mas isso é só aparência. Embora se leve um pouco mais de tempo, o ganho de fixação é tão superior que compensa com sobras o esforço de aprender esta nova dinâmica de leitura, em fases. É claro que o leitor só usará este sistema quando achar conveniente, ficando ele como mais um recurso disponível.
As duas primeiras fases (S e Q) servem para aguçar a curiosidade mental e dar uma noção do que se busca, servem para “abrir” o cérebro e “arar” a terra onde serão lançadas as novas informações.
As três fases seguintes (3R), que correspondem a três formas diferentes de se ler, correspondem a três momentos de fixação cerebral, um complementar do outro.
O conjunto facilita o estabelecimento mental de relações e associações, a apreensão, a memorização e a “etiquetação mental”. Em resumo:
1º – Defina o que você está procurando ou quer aprender.
2º– Formule perguntas e questões.
3º – Leia o texto rapidamente, prestando atenção aleatoriamente a termos isolados, lendo os títulos e subtítulos, reparando as figuras, as notas, os termos em negrito. Essa leitura é um “vôo geral” sobre o que será lido em seguida.
4º – Leia tradicionalmente, com atenção, e, se quiser, sublinhando o que achar mais importante.
5º – Releia o texto, revisando o que for mais importante. Veja se respondeu às perguntas formuladas de antemão. Reforce os pontos de menor fixação.
Formule perguntas sobre o que se sabe, o que vai ser tratado, o que se quer aprender. Prepare perguntas a serem respondidas. Levante dúvidas. Isso “abre as portas” para a matéria que virá em seguida.I4.3, acima.
Na primeira leitura, procure apenas a idéia principal, detalhes importantes que sejam rapidamente captados, veja “qual é o lance”. Essa primeira leitura é rápida, “descompromissada”, sem a preocupação com a compreensão total. É um vôo sobre uma floresta antes de descer para caminhar por ela.
Na segunda leitura faça uma análise melhor, a leitura tradicional, comece a tirar suas conclusões pessoais, a criticar, concordar, anotar, sublinhar, etc. Esta leitura é o passeio a pé pela floresta. Como sublinhar, C19, I5, p. 475.
Na terceira leitura, você já pode sintetizar, resumir, etc. Aqui você utilizará e melhorará eventuais anotações rápidas feitas na 2ª leitura. Ao final dela você já deverá sentir-se apto a fazer uma explanação sobre o tema. Essa leitura é aquela onde se anota o que ficou de mais emocionante ou importante da visita à floresta, é aquela onde você, novamente do avião, registra os pontos mais bonitos, onde existe esta cachoeira, aquela nascente ou aquela árvore fenomenal, etc.
Após terminar o estudo pelo SQ3R, pegue o questionário previamente preparado e veja se já pode respondê-lo. O que você responder é o que já foi fixado. Procure em seguida as respostas para as perguntas que não tiver respondido, o que servirá como excelente forma de aprender e fixar a matéria.
6ª DICA
ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO E TEMPO DE ESTUDO: INDIVIDUALIZAÇÃO E QUALIDADE
O tempo de estudo não é uma parte isolada de nossa vida, mas uma parcela do tempo em interação com as demais atividades.
Para se ter um bom horário de estudo é preciso harmonização, pois ninguém pode apenas estudar. É preciso cuidar da administração do tempo, que envolve vários fatores, entre os quais reluzem a responsabilidade com nossos objetivos e a flexibilidade para adaptar o que for possível e para se adaptar às circunstâncias.
A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo.
A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo.
Em Efésios 5:16 fala em agir "remindo o tempo, porque os dias são maus", sendo que uma tradução mais recente utiliza os termos "usando bem cada oportunidade". Remir, como se sabe, significa salvar, resgatar, adquirir de novo. Essa preocupação com o tempo excede em muito a preocupação com a data da prova. Ela se liga à fugacidade da vida, ao seu caráter transitório e efêmero.
Isso foi retratado por Tiago (Cap. 4, vers. 14) ao dizer: "Que é a vossa vida? Sois, apenas, como uma neblina que aparece por um instante e logo se dissipa" ao passo que o Salmista disse que "tudo passa rapidamente, e nós voamos" (Salmo 90:10).
Se administrar o tempo é algo assim tão valioso, é óbvio que administrar o nosso tempo de estudo também o é. Seja porque o estudo ajuda a vencer em nossa curta vida, seja porque nosso tempo é limitado e, portanto, devemos saber dividi-lo harmoniosamente.
Procurando o ideal. A idéia normal de quem está estudando é a de saber qual o número ideal de horas de estudo para se alcançar sucesso. É por essa razão que uma das perguntas que mais ouço é:
"Quantas horas você estudava por dia?"
Já ocorreu de um aluno me perguntar quantas horas eu estudava, pois ele, já que não era tão inteligente quanto eu, estudaria o dobro e, assim, passaria no concurso. Obviamente, disse a ele 1) que não existe isto de mais ou menos inteligente, mas sim a pessoa usar ou não a inteligência que todos temos e 2) que o importante não era quantas horas eu estudei mas quantas ele poderia estudar.
Embora equivocado quanto ao método, repare que esse aluno tinha um objetivo e estava "matutando", pensando em como chegar lá. Isso é positivo. O fato de estar equivocado foi resolvido, pois, além de ele estar procurando soluções, ele fez perguntas. E só quem pergunta (ao professor ou aos livros) pode obter respostas.
O importante é o seu horário. Perguntar quantas horas outra pessoa estudava não tem utilidade porque ninguém tem sua vida igual à de outrem: uns trabalham, outros não; uns vão à igreja, outros não; uns são solteiros, outros casados, outros mais ou menos; uns têm filhos, outros não. O que adianta saber é quantas horas você estuda, ou, mais, quantas pode estudar por dia ou por semana.
Além do mais, o certo é perguntar, primeiro, como estudar e, depois, quantas horas você pode aproveitar para estudar. O número ideal de horas para se estudar é: o maior número de horas que você puder, mantida a qualidade de vida e do estudo. Esse é o número.
Quantidade x Qualidade do Estudo. Como tudo na vida, importa mais a qualidade do que a quantidade. Há quem estude doze horas por dia e seu resultado prático seja inferior ao de outro que estuda apenas uma hora por dia. Por quê? Por causa de inúmeros fatores, como a concentração, a metodologia e o ambiente de estudo. Mesmo assim, os estudantes e candidatos preocupam-se apenas com "quantas horas" ele ou o colega estuda por dia, e quase não se vê a preocupação com o "como" se estuda.
Quem se preocupa apenas com "quantas" horas se estuda, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade.
Como ensinou Deming (obra citada), "a produtividade aumenta à medida que a qualidade melhora", pois há menos retrabalho (fazer de novo o que foi mal feito), pois há menos desperdício.
Quantidade x Qualidade x Qualidade + Qualidade. Embora a qualidade seja o mais importante, é óbvio que você precisa dedicar uma quantidade de tempo para estudar. Se pode estudar 2 horas por dia, não estude apenas "uma com qualidade" e desperdice a outra: estude as duas com qualidade. Se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas sem qualidade, João estudou mais. Porém, se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas com qualidade, José estudou mais.
Uma das vantagens de estudar para um concurso é que até passar você sacrifica uma considerável parte do seu tempo, mas após sua aprovação pode refazer seu horário do jeito que preferir. Pode até voltar a fazer o que fazia, só que com sua vida profissional resolvida, já curtindo o seu sucesso e, é claro, com mais status e dinheiro no bolso.
Uma hora de estudo com qualidade vale mais do que 5 horas de estudo sem qualidade. Contudo, cinco horas de estudo com qualidade valem mais do que 1 hora de estudo com qualidade. Assim, você deve reservar o maior tempo possível para estudo, apenas com o cuidado de separar tempo para descansar, relaxar, etc.
O resultado da soma da quantidade com a qualidade pode ser expresso pelo que se lê em II Coríntios 9:6: "Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará
7ª DICA
COMO FUNCIONA UM PROJETO DE ESTUDO
O primeiro passo que você deve dar é assumir o controle de nossa vida e planejar qual será o caminho a ser trilhado. A preparação para uma prova, exame ou concurso é uma atividade séria demais para ser feita aleatoriamente, ao sabor do vento, deixando-se levar como as ondas do mar. É aconselhável que se tenha um projeto e que, para realizá-lo, se organize um sistema eficiente de estudo.
Estudar não é uma atividade isolada: o estudo produtivo e otimizado deve ser organizado como um projeto. E o projeto de estudo nada mais é do que montar um sistema de estudo.
Sistema é disposição de partes em uma estrutura organizada. É, pois, uma reunião coordenada e lógica de diversos elementos. O sistema de estudo será o emprego de um conjunto de técnicas ou métodos voltados para um resultado. Isso abrange o estudo de qualidade e a coordenação ideal entre as atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho, deslocamento, etc., de modo a propiciar um rendimento ótimo nos estudos.
Este sistema deve ser eficiente, eficaz, isto é, capaz de produzir o efeito desejado, de dar um bom resultado.
Não adianta, como muitas vezes ocorre, a pessoa parar toda sua vida, lazer, descanso e ficar quase 24 horas ligada em estudo, estudo, estudo e, em pouco tempo, parar tudo por causa de estresse, depressão ou coisa semelhante. Um sistema organizado e razoável permite um esforço dosado e contínuo.
QUALIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS
COMPROMISSO
(Persistência, Constância de propósito)
Ao contrário do mero interesse por alguma coisa, significa querer com constância. David McNally diz que "compromisso é a disposição de fazer o necessário para conseguir o que você deseja". O mesmo autor cita, ainda, a explicação de Kenneth Blanchard: "Há uma diferença entre interesse e compromisso. Quando você está interessado em fazer alguma coisa, você só faz quando for conveniente. Quando está comprometido com alguma coisa, você não aceita desculpas, só resultados." É o compromisso que nos vai fazer sacrificar temporariamente o que for necessário para estudarmos e perseverar até chegar aonde queremos. Compromisso também pode ser entendido como perseverança, firmeza de vontade, constância de propósito, fortaleza.
Thomas Edison, diz-se, só conseguiu transformar em realidade sua visão mental da lâmpada elétrica na tentativa de nº 10.000. A cada fracasso ele se animava a continuar tentando dizendo que havia descoberto mais uma forma de não inventar a lâmpada elétrica.
Há quem ainda distinga compromisso e comprometimento, que seria um grau ainda maior de interesse. Exemplo: se tenho que estar em tal lugar em tal dia, tenho um compromisso, ao passo que se estou querendo ir, estou comprometido com isso.
Assuma a responsabilidade por seu destino, tenha iniciativa e persistência.
Sobre persistência em obedecer a alguma coisa (a Deus, a um objetivo, etc.), se houver interesse, veja Jeremias, cap. 36. Quanto ao modo de se executar, reflita sobre Colossenses 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração (...)".
AUTODISCIPLINA (domínio próprio)
Um dos maiores atletas que conhecemos, Oscar Schmidt, ensina que a diferença entre um bom atleta e um atleta medíocre (mediano) é que este pára diante das primeiras dificuldades ao passo que aquele, quando está cansado, dá mais uma volta na pista, e mais uma volta, e mais uma volta. Assim, aos poucos, vai melhorando, minuto a minuto. Não foi qualquer um que ensinou isso, foi um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Ele, na verdade, indicou uma qualidade indispensável para um atleta e para se alcançar um sonho: autodisciplina. Ele também ensina que é preciso ter-se humildade, não achar que se é o melhor, pois, sempre temos algo a aprender e a melhorar.
Autodisciplina é a capacidade de a pessoa se submeter a regras, opções e comportamentos escolhidos por ela mesma, mesmo diante de dificuldades. Como se vê, autodisciplina significa que vamos submeter-nos a uma coisa ao invés de outra. Ninguém é completamente livre: somos sempre escravos da disciplina ou da indisciplina. A disciplina permite escolhas mais inteligentes e é melhor para efeito de passar em provas e concursos.
É a autodisciplina que nos dará poder para renunciar, ainda que temporariamente, a prazeres menos importantes em favor da busca por prazeres mais importantes. Aqueles que se recusam a ser "mandados" por uma disciplina auto-imposta são escravos ainda maiores da própria desorganização, preguiça ou falta de vontade. Nesse sentido, vendo-se as vantagens do exercício da autodisciplina, podemos dizer que o poeta Renato Russo estava certo quando cantava, na música "Há Tempos" que "disciplina é liberdade".
Além de autodisciplina, o sucesso no estudo e nas provas exige alta disciplina, ou seja, uma alta dose dessa atitude. Em geral, lidamos com grande quantidade de matéria e grande quantidade de tempo para aprender tudo. Mesmo que o estudo de qualidade ganhe tempo, você terá que ter paciência. E disciplina para fazer a coisa certa pelo tempo certo.
A alta disciplina não é só para o estudo, mas também para manter a atitude mental certa, o equilíbrio, saber administrar o tempo, descansar na hora de descansar e assim por diante. Se pensar em desanimar ao saber que vai precisar de auto e alta disciplina, lembre-se de que a única escolha que você tem é de pagar o preço de aprender ... ou o preço de não aprender.
A única escolha que você tem é: pagar o preço de aprender ... ou o preço de não aprender
Para ajudar na autodisciplina, conscientize-se de que você é responsável por seu futuro. Liste seus objetivos de curto, médio e longo prazos e periodicamente os releia.
ORGANIZAÇÃO
A importância do planejamento e da organização foi mostrada por Jesus (Lucas 14:28, 32), em parábola:
Da mesma forma, quem começa a estudar deve planejar o desenvolvimento dos estudos, as matérias que precisa aprender, o material necessário, a administração do tempo, etc., para não começar mal uma obra ou ir para a guerra despreparado.
Organizar-se é estabelecer prioridades. A conjugação do estabelecimento de prioridades (planejamento estratégico) com a autodisciplina (domínio próprio) e com a estruturação das atividades é a melhor forma de se obter tempo para estudar, para o lazer, descanso, família, etc.
Aprenda a não deixar mais as coisas para a última hora, seja um trabalho, seja uma inscrição em concurso. Deixar as coisas para o último dia é pedir para ter problemas e dar chance para o azar. No último dia uma máquina quebra, alguém fica doente, ocorre um imprevisto, etc. Comece a se organizar e uma boa dica é essa: cumpra logo suas tarefas. Não procrastine.
Organize-se. Defina suas prioridades. Discipline o seu tempo. Estabeleça metas e cumpra-as. Ao executar uma coisa, pense apenas nela. Execute com alegria. Aproveite o dia (carpe diem).
ACUIDADE
Acuidade significa, como ensina o Aurélio, "agudeza de percepção; perspicácia, finura". Finura, no sentido aqui tratado, e ainda segundo o Aurélio, significa "afiado, que tem vivacidade, sagaz". Essa qualidade, pode ser resumida em "prestar atenção". Istoé o que mais falta quando alguém assiste a uma aula, lê um livro ou responde a uma questão de prova. Quantas vezes você não aprendeu alguma coisa apenas porque não estava atento, ou errou uma questão de prova (uma "casca de banana") porque não estava "ligado" no que estava fazendo? Apenas por falta de atenção, de acuidade. A regra básica aqui é, na lição de N. Poussin, a seguinte: "O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito."
Assim, se você vai estudar, ler um livro, assistir a uma aula, fazer uma prova (isto é, se você decidiu fazer isto), faça bem feito. Para fazer bem é preciso acuidade, ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve para tudo: trabalho, lazer, sexo, etc.
Esteja aberto para a realidade e para novas idéias. Veja, ouça e sinta as coisas. Participe da vida como ator e não como espectador. Seja sujeito e não objeto dos acontecimentos. Concentre-se no que faz. Seja curioso. Não tenha receio de questionar, duvidar, perguntar. Pense, raciocine e reflita sobre o que está acontecendo ao seu redor.
FLEXIBILIDADE
Talvez esta seja a qualidade mais importante para que este livro possa ser útil. O meu sistema não será bom para você a menos que você o adapte à sua realidade, qualidades, defeitos, facilidades e dificuldades. Adaptação é uma forma de inteligência. Tudo o que você vir, ler, ouvir, sentir, etc. deve ser avaliado e adaptado. Teste as coisas, veja se funcionam bem para você ou se, para funcionarem melhor, demandam alguma modificação. Não tenha receio de criar seus próprios métodos e soluções.
A capacidade de adaptação foi mencionada por um grande general:
Em suma, você deve ser capaz de - como diz conhecida oração atribuída a um almirante americano - ter coragem para mudar as coisas que são mutáveis, resignação para aceitar as que são imutáveis e sabedoria para distinguir ambas. Para montar seu projeto de estudo, adapte o que é adaptável e adapte-se às condições que você não tem como alterar.
A flexibilidade é, portanto, a capacidade de adaptação. Ela será importante em toda a sua vida e, também, para montar um sistema de estudo. Ela também serve para que possam ir sendo feitas as modificações necessárias à medida em que forem surgindo novas situações, circunstâncias, imprevistos, etc.
8ª DICA
COMO DEFINIR O PRAZO PARA SER APROVADO
1 PRAZO PARA APROVAÇÃO
Essa é a regra de ouro do candidato. Não defina prazos: estabeleça um objetivo e tenha a persistência necessária para alcançá-lo. Como dizia o maior vendedor do mundo: "O fracasso nunca me alcançará se minha vontade de vencer for suficientemente forte".
Além do mais, o fracasso é uma situação ou um momento, nunca uma pessoa. Como já disse, você pode acumular concursos em que não passou mas bastará uma aprovação para "resolver" o problema. E, de mais a mais, um resultado negativo sequer pode ser considerado um fracasso, porque sempre se ganha experiência para o próximo concurso (C23). Outro equívoco é o da pessoa que após um ou dois reveses resolve mudar de carreira ao invés de persistir em seu intento.
O título deste Capítulo contém uma pequena armadilha: Como definir o prazo para ser aprovado é exatamente não buscar a sua definição. O que devemos definir é o objetivo a ser buscado o quanto for suficiente. Um dos motivos é o fenômeno da agregação cíclica.
9ª DICA
1 - exercícios
Comece a redigir todos os dias ou, pelo menos, toda semana. Separe horários específicos apenas para redigir. Faça redação geral, de apoio e específica.C9, I5, p. 240.
Como diz o brocardo latino Fiat fabricandun faber, fazer se aprende fazendo. Ou melhor, é indicado obter primeiro uma base teórica, mas a perfeição só adquire-se com a prática.
Experimente começar a escrever um diário, poesias, contos, fazer descrições de objetos, narrar fatos ou problemas, dissertações sobre assuntos em geral e assuntos da matéria da prova. Faça resumos de livros, filmes, etc.
Treine fazer descrições bem completas, identificando tudo o que caracteriza a coisa descrita e a distingue das demais.
Façamos um exercício: Descreva um pão de queijo.
Isto mesmo. Pare a leitura, pegue uma folha e comece a trabalhar. Descreva um pão de queijo.
Já descreveu?
Vamos lá, pegue uma folha em separado e descreva um pão de queijo.
Estou esperando...
esperando...
esperando...
Pronto. Acabou?
Vamos "corrigir" ?
Primeiro passo:
Pegue novamente folha em anexo e
1 - Veja a "cara" dela. Está bonita?
2 - Por melhor que esteja, tenho certeza que dá para melhorar. Faça isso.
Já fez?
Estou esperando...
esperando...
esperando.
Experimente conferir se sua descrição pode ir um pouco mais fundo, passando para o campo da dissertação, onde você pode desenvolver idéias, juízos, valor.
Ótimo. Agora diga-me se você descreveu bem um pão de queijo.
Veja se falou do seu tamanho, cor, temperatura ideal, sabor, composição (massa, queijo, tempero, etc.), odor, textura, acompanhamentos ideais (café, refrigerante, etc.), origem (Minas Gerais), ocasiões e modo de consumo, variedades (simples, com pedaços de outros ingredientes, com doce de leite, etc.), sua utilidade para reuniões, lanches rápidos, tira-gostos, etc., lojas especializadas em vender pão de queijo, se faz diferença ser feito no forno de fogão ou em microondas, sua primeira, melhor e pior experiência com um pão de queijo, eventuais comparações com outros tipos de pão (francês, pão de batata, pão integral), etc.
Você falou nisso tudo?
Se você não falou é porque não quis, não teve paciência ou não está treinado para levar a sério a tarefa de escrever. Vamos, eu tenho certeza que você pode fazer um trabalho excepcionalmente bonito. Tente agora outra descrição.
Que tal o pão francês?
Outro treino útil será experimentar contar uma história, isto é, fazer uma narração, com todos os seus elementos: personagem (um pão de queijo que adquiriu vida), ação, espaço, tempo em desenvolvimento, enredo ou trama e narrador. Escrever uma história irá ajudar muito na construção daquela já mencionada estrada que liga o cérebro à caneta e esta ao papel.
Se você sabe descrever um pão de queijo, saberá certamente descrever qualquer outra coisa que conheça, da vida ou da matéria que cairá na prova.
Em provas jurídicas, uma das questões que os candidatos consideram mais complicadas é descrever a natureza jurídica de alguma coisa. Ora, natureza significa, nesta acepção, espécie ou qualidade. Natureza jurídica será absolutamente a mesma coisa dentro desse universo específico. Para descrever-se a natureza jurídica de algo, basta dizer o que tal coisa é na essência, quais as suas características e o que a distingue das demais. Se você conhece a coisa e sabe escrever, estas questões não serão mais um problema.
10ª DICA
RESUMO PARA A PROVA
Como citei muitas técnicas, vou fazer um resumo para você lembrar no dia da prova. A técnica que usarei é a do processo mnemônico.Pense na frase: Até cair foi legal, administrei, revi e descansei. Agora, repare que a frase é a ligação para uma série de palavras/técnicas:
Até cair foi legal, administrei, revi e descansei.
Não leve isto anotado para o dia da prova pois, embora não o seja, pode ser considerado como "cola". Memorize a frase e, ao receber seu material de prova, escreva no caderno de questões ou folha para rascunho. Usando a técnica, você lembrará as coisas mais importantes para a prova.
At - atitude e atenção
Ca - calma e tranqüilidade
Fo - foco
Le - ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atenção
Administ - administrar o tempo e administrar o que não sabe
Revi - revisões 1 e 2
Descansei - intervalos, situação, atitude
At - atitude e atenção. Lembre que fazer provas é um privilégio, uma oportunidade, que muitos queriam estar onde você está, lutando por seus sonhos. E tenha atenção, não fique voando.
Ca - calma e tranqüilidade. Um candidato calmo rende mais. Se preciso, respire lentamente até se acalmar. Divirta-se.
Fo - foco. O objetivo é passar e, para passar, a atitude correta é: fazer a melhor prova que eu puder fazer hoje, devo mostrar meus conhecimentos com clareza e objetividade para deixar o examinador feliz.
Le - ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atenção. Ler as instruções vai ajudá-lo a fazer a prova corretamente; ler as questões vai fazer você descobrir o que o examinador realmente quer saber de você (e não o que você gostaria que ele perguntasse). O examinador precisa ser atendido.
Administ - administrar o tempo e administrar o que não sabe. O tempo se administra fazendo as contas e, claro, treinando antes, para ter prática de fazer provas. Administrar o que não se sabe é decidir deixar em branco ou mostrar o que for possível de conhecimento.
Revi - revisões 1 e 2. E, se necessário, o uso da técnica VMR.
Descansei. Implica bom uso dos intervalos para melhorar seu rendimento, em "descansar" na idéia (atitude) de que concurso se faz até passar, que se deve exigir apenas o melhor possível, que a situação é favorável (na prova, você ou vai passar ou vai ver onde precisa melhorar).*
*Para aqueles que, como eu, acreditam que "todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8: 28), também é possível "descansar" nessa idéia. Assim, se você acredita em Deus, pode e deve se acalmar com a ajuda d'Ele.

William Douglas

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