Sobre este blog

Amigo leitor, junto com uns amigos criamos um blog para auxiliar professores, acabei me apaixonando e tornando-me um "blogueiro".

Decidi então criar este espaço com o objetivo de emitir meu ponto de vista sobre Teologia, Política, Pedagogia, concursos, atualidades e, especialmente, postar meu caderno de estudos em Direito, só que mais organizado do que o manuscrito (risos)! Bem-vindos!

BIOGRAFIA: José Campos da Silva

A infância pobre


José Campos da Silva nasceu em 05 de agosto de 1948 no munício de Água Preta em Pernambuco, filho de Amaro Campos da Silva e Maria Noel da Conceição, família muito humilde de cortadores de cana.

Mas, na verdade, sua mãe deu a luz em um casebre no município de Campestre, município de Alagoas, por não haver muitos cartórios de registro civil, era comum na época colocar nas certidões de nascimento o local onde a criança era registrada. Logo, José Campos foi um pernambucano de alma alagoana.
José Campos, Cícero Campos e Severino Campos

Desde jovem ajudava ao seu pai na lavoura de cana-de-açúcar como cambiteiro (empregado que amarava os feixes de cana-de-açúcar e transportava para os caminhões), apesar do trabalho duro, não abandonava os estudos, uma vez que o Sr. Amaro, mesmo não sabendo ler, fazia questão que houvesse uma escola perto do seu trabalho para dar um futuro melhor aos seus filhos.

Sua infância foi muito difícil e para dificultar ainda mais a tão sofrida vida, sua genitora abandonou o lar, o que obrigou ao seu pai a assumir todas as funções em casa, para cuidar dele, do seu irmão mais velho, Cícero Campos, e do caçula, Severino Campos.


O estudante disciplinado

Aos oito anos de idade ingressou na Escola Municipal de Campestre, Estado de Alagoas. Foi uma época de pequeno alento, porque tinha assegurado nos dias letivos uma refeição fornecida pela escola. Muitas vezes essa era a única refeição do dia.

Em 1964, aos dezesseis anos, ingressou no ensino fundamental do Ginásio Municipal Agamenon Magalhães, no município de Palmares, no Estado de Pernambuco. 

Em 1970 na U. Sta. Terezinha: Gilberto, Reginaldo, P. Eugênio e Campos
Nessa época, sua dedicação aos estudos e disciplina pessoal, o fez ser selecionado para atuar como uma espécie de monitor escolar, que organizava as salas de aulas e auxiliava aos professores quando havia necessidade, chamado de bedel na época. 

Em 1968, ingressou no Colégio Diocesano dos Palmares. Após a conclusão do ensino médio (científico), estudou de 1971 a 1972, o curso Técnico em Contabilidade no Colégio Comercial e Normal dos Palmares.

Admirava a carreira militar por sua disciplina e sonhava em ser médico, mas nos dois anos de preparação para o vestibular, se apaixonou pelo Direito e foi aprovado no 23º lugar do vestibular na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), obtendo o título de bacharel em Direito no ano de 1978. O negro e filho do cortador de cana Amaro Campos, sempre comentava que parecia um sonho toda vez que entrava no campus de Direito da UFPE e sentava naquelas bancas (importadas da França) junto com filhos de pessoas da alta sociedade recifense.

Também concluiu em 2005 o bacharelado em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia de Alagoas.


Vida profissional: de Auxiliar a Advogado

Década de 80: Domício, Douglas Apratto, Jorge Gouveia e Campos
Em 1969, devido a sua dedicação e disciplina, foi contratado como Auxiliar Carteira Frete pela Usina Santa Terezinha S/A no município de Água Preta. Após onze anos na empresa foi transferido para a sede da Usina em Recife para ocupar a função de Caixa Executivo, mas nesse ínterim exerceu as funções de Encarregado Carteira Frete, Auxiliar Carteira Fiscal, Encarregado Carteira Fiscal e Mecanógrafo.

No ano de 1975, o grupo pernambucano Mendo Sampaio comprou a Usina Roçadinho na cidade de São Miguel dos Campos, no Estado de Alagoas. Logo, após a sua colação de grau, o agora advogado José Campos, recebeu um convite para assumir o setor jurídico desse grupo na Terra dos Caetés. 

De malas prontas, desembarcou na cidade de São Miguel dos Campos no início de 1980, se estabeleceu com sua família na Usina Roçadinho e passou a exercer as funções de Chefe de Escritório, Preposto e Advogado nas Juntas Trabalhista e Cartórios Cíveis. Desenvolveu uma grande amizade com José Gusmão de Araújo, ou simplesmente Zé Araújo, Gerente Geral da Usina Roçadinho.

Mas foi obrigado a se desligar dessa empresa em 1983, pois se tornou advogado autônomo atuando nas áreas trabalhista, cíveis e criminais. Período em que também passou a ministrar aulas de Direito, Legislação e Técnicas Comerciais no Colégio Mário Soares Palmeira. No início da década de 90 atingiu o apogeu profissional atuando em complexas causas trabalhistas e cíveis tal como em Tribunais de Júri. Foi o segundo presidente da 6ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em São Miguel dos Campos, sendo seu Presidente por dois mandatos consecutivos.
Campos ao lado do atual Ministro Humberto Martins e renomados advogados

Foi um advogado por excelência e a exerceu com denodo até na véspera do seu falecimento. Seu último ato foi uma Apelação junto ao Tribunal de Justiça de Alagoas para discutir uma Ação Revisional de Juros de Contrato.

No dia 17 de setembro de 2015 foi inaugurada a Sala dos Advogados no Fórum Desembargador Moura Castro, mais precisamente das dependências do Juizado Especial. “Esta é uma justa homenagem e o reconhecimento de toda a classe a José Campos, que faleceu em julho deste ano e escreveu sua história com uma conduta sempre ilibada. Ele era um dos Advogados mais admirados da região”, disse o atual presidente da OAB - 6ª Subseção de São Miguel dos Campos, Dr. Aloisio Rosendo Júnior.


Vida pessoal: pai e esposo dedicado

Década de 70: Campos e Eliana, sua esposa
O ano de 1978 foi um ano inesquecível na sua trajetória, primeiro em dezembro, por sua colação de grau e segundo, por ter decidido subir ao altar com sua noiva, Eliana Cristina Lins da Silva, no dia 04 de fevereiro de 1978. Também enfrentou barreiras no início do relacionamento com sua esposa, pois sofreu com preconceito racial da família da então namorada porque sua esposa era de uma etnia diferente (caucasiana). Todavia, superaram juntos todas as dificuldades e conviveram até os últimos dias da sua vida. 

Da relação nasceram três filhos: Júlio César Lins Campos, Felipe José Lins Campos e Brandon Lins Campos e três netos: Davi César Silva Campos, Júlia Campos (na memória) e Benjamin Temóteo Lins Campos.

Ultimamente se dizia realizado por todos os filhos terem tido o privilégio de chegar a uma universidade. Júlio licenciado em matemática, Felipe bacharel em Direito e Brandon cursando Psicologia.


Vida espiritual: o Ensinador

Outro fato interessante da sua vida pessoal ocorreu no ano de 1998, até então era um cristão nominal com características gnósticas. Mas durante o desgastante processo oriundo de um cisma entre liberais e ortodoxos ocorrido na Igreja Evangélica Assembleia de Deus (IEAD) em São Miguel dos Campos,
ele se converteu ao cristianismo, na vertente protestante, na cidade do Roteiro, município de Alagoas.

O fato foi bem interessante porque ele estava com uma enfermidade nas cordas vocais que o impossibilitava de falar. Mas sem avisar foi buscar sua esposa na IEAD no município do Roteiro, após a reunião, a Dirigente do Círculo de Oração, que acompanhava um Promotor que foi o pregador da noite, perguntou se ele queria “aceitar a Jesus?”. Ele respondeu que já o tinha. Sabiamente a dirigente retrucou e disse: “Então podemos orar por sua voz?”. Imediatamente ele sinalizou que sim e ela pediu que ele se ajoelhasse. Após a oração, a pregadora insistiu: “E agora? Você quer aceitar a Jesus?” e ele respondeu: “O problema era ajoelhar, mas como já estou ajoelhado, sim”.

Com pouco tempo se tornou um arauto do Evangelho e defensor da fé. Nos últimos dezessete anos de vida, dividiu o sacerdócio da advocacia com a vocação de ensinador e aos cuidados com a família e amigos. 

Em 1999, batizado pelo Missionário Alberto Olímpio
Tornou-se auxiliar de trabalho, diácono e presbítero da sua igreja. Sempre com bastante simplicidade, moderação e humildade. Muitos ficavam admirados, porque mesmo com sua idade avançada, enfermidades e sobrepeso, fazia questão de ficar na porta de sua congregação recepcionando amigos e visitantes. Pastoreou (liderou) congregações como as localizadas na Usina Roçadinho, Hélio Jatobá I, Avenida Hélio Jatobá e Loteamento Hélio Jatobá III.

Sua personalidade era interessante, sempre teve um coração muito grande e era um pacificador por excelência, alcançando de todos os familiares e amigos uma espécie de referencial nos momentos de dificuldades, pois sempre tinha uma forma de resolvê-los.

Uma das frases mais pronunciadas pelos seus amigos foi: “Ele foi como um pai para mim”, devido a inúmeras pessoas que ajudou ao longo da vida sem esperar nada em troca, mas por causa do seu enorme coração. 

Um coração tão grande que parou de bater no dia 7 de julho de 2015, aproximadamente às 2h40m da manhã na Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos.

Poucos dias antes do falecimento, tinha sonhando com muito ouro e comentado com sua esposa. Não tinha entendido bem o sonho, mas após a sua partida, todos entenderam que Deus já o tinha chamado, pois ouro, na tipologia bíblica, fala de divindade e realeza. 

Sua última oração, na véspera do seu falecimento, foi de agradecimento a Deus pelos filhos, esposa e netos e, mesmo sem forças, foi renovado e entoou um hino sacro intitulado "Avante, Servos de Jesus" o qual no último verso diz: "Cerrai fileiras, ó fiéis, sempre avançai; No céu coroas e lauréis, Jesus vai nos dar".

Em sua casa: Eliana, Aliete, Brandon, Campos, Júlio, Charles e Felipe
Dois detalhes curiosos, no dia do seu falecimento ninguém sabia, mas Deus já o havia agraciado com seu terceiro neto, que tinha apenas quinze dias de gerado, seu tamanho era aproximadamente de uma semente de gergelim; o segundo detalhe é que ele estava lendo (não chegou a concluir) o livro: A história do povo hebreu, do historiador Flávio Josefo.

O Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima, que presidiu a cerimônia fúnebre declarou as realizações do presbítero como um ajudador da obra e resumiu: “A família ficou mais pobre, a igreja ficou mais pobre, mas hoje o céu está mais rico”.

O Deus da Bíblia: Vivo, Atuante e Poderoso

É com imenso prazer que aceitamos o desafio de prefaciar O Deus da Bíblia: vivo, atuante e poderoso, porquanto entendemos que não há limites para escrever livros (Ec 12.12). Vivemos na era da informação digital com uma disseminação assombrosa de dados na rede mundial de informações hipertexto, mas, indiscutivelmente, que um bom livro jamais perderá o seu lugar em nosso criado-mudo tal como em bibliotecas públicas ou particulares. Recentemente ficamos embasbacados ao sabermos que todo o volume de informação mundial produzida no século XVI (época da profusão das reformas protestantes) não foi maior do que é produzido em um jornal New York Times de domingo. Isso nos leva a pensar: o que levaria uma pessoa a adquirir um livro nos dias atuais? E a resposta não nos demora a chegar, numa simples paráfrase a famosa frase do avivalista inglês John Wesley: ponha fogo no seu livro ou ponha seu livro do fogo. Ao lermos o livro em testilha percebemos que ele incendiou nossa alma ao trazer a lume não um deus gélido, distante e indiferente a sua criação, fruto de teólogos com características afins, mas nos apresenta um Deus Vivo, Atuante e Poderoso, que se interessa por sua criação. Além do mais, também traz elementos de teologia sistemática repisando os ideais dos melhores escritores ortodoxos. Eis os dois grandes desafios de um escritor cristão hodierno: primeiro, trazer algo novo sem fugir da nossa bitola, que é a Bíblia Sagrada. Já o segundo, é apresentar informações profundas na essência e simples na forma para que produza mudança na vida do leitor. Trocando em miúdos, escritores eruditos produzem livros eruditos e complexos (complex, no grego, significa várias dobras); escritores rasos produzem livros simples (simplex, no grego, significa poucas dobras); todavia, escritores sábios produzem livros eruditos com simplicidade, ou seja, organizam as várias dobras em poucas dobras ao ponto de trazer algo novo para um erudito da forma que uma criança entenda. 

Depois da obra, o autor. Talvez você estranhe o porquê de não escrevermos: antes da obra, o autor. Porque entendemos que há muitos livros rasos que pegam carona na reputação de grandes oradores (que não são grandes escritores). Mas a recomendação bíblica é de que cada um fique na vocação na qual foi chamado (1 Co 7.20). Ademais, têm obras que sobrepõem ao seu autor de forma que nos lembramos da obra, mas não do autor. Semelhantemente, os mais belos hinos e poesias foram escritos por anônimos ou pessoas não renomadas. Como não nos lembrar dos hinos Em fervente oração (n° 577) ou O bom pastor buscou-me (n° 156) na Harpa Cristã? Levando-nos a entender que aquelas pessoas que não se preocupam com a evidência do seu nome na capa de uma produção intelectual ou artística, abrem sua alma de uma forma livre e desimpedida, sem se preocupar com a palavra de desânimo dos críticos, já que a obra não tem dono, nem rosto. É só lermos a Epístola aos Hebreus e vislumbrarmos a beleza do escrito e a forma com que o escritor entra sem receios em assuntos relacionados à morte, anjos, casamento, fé e outros temas não enfrentados em nenhum outro livro com tanta fluidez. Muito diferente dos seminaristas atuais que esperam publicar as suas monografias quando forem “ordenados” ao pastoreado, esperando “dar um peso a publicação” (sic). 

Conhecemos o amigo irmão Charles Quirino há doze anos quando lecionávamos no Colégio Miguel Felizardo Souza no município de Campo Alegre. Mas em 2006, por outras oportunidades profissionais perdemos o contato e só voltamos a nos encontrar quando fomos convidados para pregar da Assembleia de Deus (AD) na Barra de São Miguel onde tivemos o prazer de revê-lo e, melhor ainda, fazendo a obra do Mestre, pregando e escrevendo livros. Sabemos que o autor do livro gosta de pregar oralmente (isso é inevitável na AD), todavia, do que ele gosta mesmo é de escrever, inclusive, O Deus da Bíblia: vivo, atuante e poderoso já é o seu terceiro livro. Logo, como já se imputou ao seu ministério, ele é o pregador dos versos, das palavras, dos escritos e dos livros.

Maceió, outono de 2016
Felipe José Lins Campos

A polêmica da nova logomarca da AD no Estado de Alagoas

Após a publicação da nova logo marca da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas houve muita discussão acerca de diversos pontos não esclarecidos na sua divulgação, relacionados à imposição sem a aprovação em reunião ministerial, ao uso das cores que remontam a outra igreja pentecostal tradicional, a questão jurídica do uso de elementos já usados pela Igreja de Roma e, em especial, do cristograma conhecido por chi rho (pronuncia-se quirô).

Do ponto de vista gráfico, apesar de conter um elemento subjetivo na avaliação, por incrível que pareça, a maioria das pessoas gostou. Isso é raro no meio protestante. 

Argumento jurídico

No que tange ao campo jurídico, creio que não haverá muita dificuldade, pois ninguém pode alegar uma violação ao direito de uso de um símbolo devido ao domínio público de qualquer símbolo ou obra antiga, todavia poderá complicar um pouco se a nova logomarca não for aprovada pela maioria dos presentes a reunião ministerial. Agora caso aprovada, pelo que foi divulgado, a nova logo já está registrada e goza de proteção de direitos autorais.

Semelhança com as cores da logomarca da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ)

Sobre o uso das cores que lembram a IEQ, não vejo maiores dificuldades, a citada igreja é uma instituição bíblica com objetivos afins ao da Assembleia de Deus. Além do mais é uma igreja história que tem a sua doutrina baseada em um sermão pregado em 1922 na Califórnia por sua fundadora, Aimee Semple McPherson, quando falava sobre a visão de Ezequiel 1.1-28, foi inspirada a denominar o seu ministério como Quadrangular. Que significa exatamente a sinopse na mensagem do evangelho pleno: Jesus salva, cura, batiza e voltará. A salvação simbolizada pela cruz (Cl 1.20) e pela cor escarlate (vermelha), o poder curador (ou curativo) simbolizado pelo cálice (1 Co 10.16) e pela cor azul-claro, o Espírito Santo simbolizado pela pomba (Mt 3.16; Jo 1.32-33) e pela cor ouro (amarelo); finalmente, a volta de Jesus é simbolizada pela coroa (Ap 14.14 – 19.12) e pela cor púrpura (roxa). Logo, no meu sentir é uma honra ser comparado à briosa Igreja Quadrangular.

Chi rho

Porém, de todas as discussões, a mais acalorada é sobre o uso do chi rho. Os que são contra alegam, resumidamente, que o símbolo já foi usado por escribas pagãos e que é um elemento até hoje usado pela Igreja de Roma. Os que são favoráveis alegam que o cristograma é um símbolo usado desde os primórdios da igreja cristã.

Levando em consideração que todas as assertivas acima são verdadeiras, ou seja, que um símbolo usado pela igreja primitiva, mas que posteriormente foi incorporado por grupos pagãos e que até hoje é usado pela Igreja de Roma entendemos o seguinte.

Primeiro temos que notar que é impossível impedir que pessoas ou instituições pagãs usem símbolos cristãos. Têm movimentos e grupos de diversas ideologias que usam elementos cristãos como símbolo, por exemplo, o arco íris que é símbolo da aliança de Deus com os homens sendo usado por movimentos ligados aos homossexuais. Como dizia Agostinho, o diabo é o macaco imitador de Deus (simius imitatio dei). Tudo que Deus criou o maligno tenta imitar para deturpar.

Vinculação com a Igreja Católica Ortodoxa Romana (ICOR)

Acerca da vinculação ao catolicismo ou ecumenismo velado, apesar de haver uma distância no pragmatismo da ICOR com os protestantes, doutrinariamente, há pontos de convergência, pois pertencemos ao mesmo ramo comum: o cristianismo. Temos que aprender que eles não são nossos irmãos, tão pouco nossos inimigos, mas são nossos primos distantes. Mesmo assim, não entendemos salutar o uso de quaisquer elementos que remontem a simbologia da Igreja romana. 

Além disso, isso só é um pouco preocupante do ponto de vista pragmático (ortopraxia). Indubitavelmente, a cruz é um símbolo bíblico, mas se passássemos a usá-la nem nossas fachadas e documentos isso causaria uma confusão mental nos crentes protestantes, em especial na cabeça dos mais leigos, pois ao entrar no templo e ver um símbolo que, historicamente, remonta a Igreja Católica Romana, inclusive no Brasil, causaria estranheza. Mas no que diz respeito ao chi rho, não há sua vinculação com a ICOR no Brasil.

Em ambos os casos (cruz e chi rho), o desconforto no uso de simbologia para os mais leigos, não usual no pentecostalismo clássico, seria combatido com instrução bíblica. Algo que o apóstolo Paulo, já recomendara a Igreja de Deus em Tessalônica: Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes […](1 Ts 4.13). Afinal de contas, não há como desenvolver uma logo sem aderir uma simbologia.

Análise teológica da logomarca antiga

Argumentos a favor ou contra a nova logomarca encontraremos diversos. Isso é mais uma questão de postura e gosto pessoal, pois se analisarmos teologicamente, talvez a antiga logo seja bem mais polêmica, quem sabe herética.

Um amigo fez uma ressalva interessantíssima, baseado em diversos estudos, a logomarca antiga pode violar o segundo mandamento da lei de Deus. Observemos o que diz Êxodo 20. 4-5:
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem [original sem negrito].
Observemos, em primeiro lugar, que Deus proíbe não só o culto (não te encurvarás) tal como a confecção (não farás), de imagem de escultura (pintura ou escultura). Essa simples interpretação gramatical resolveria, mas se quisermos aprofundar, interpretaríamos sistematicamente com o texto de Ezequiel 8.8-13 e veríamos que pintura (qualquer representação gráfica) é abominação ao Senhor. Mas o que não se pode representar? Qualquer coisa que esteja nos céus (Deus, anjos, demônios, aves, etc), na terra (répteis, pessoas, insetos, etc) e águas debaixo da terra (qualquer ser vivo dos lençóis freáticos). Assim, a logomarca antiga, por conter a representação de uma pombinha, ela não seria nada teológica: Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus (Êx 20.4a)

Conclusões

Diante do que foi dito, entendemos que não há problema, após aprovação ministerial, que o pastor presidente (ou bispo) de qualquer ministério adote uma logomarca para manifestar quais princípios irão nortear o seu pastoreado, respeitando a simbologia bíblica e histórica do cristianismo.

Durante o discurso de posse do pastor José Antônio dos Santos, ele afirmou que desejava desenvolver o ministério presidencial marcado por três coisas, que eram a unção, a união e a alegria. Por isso, pensou na simbologia da pombinha para norteá-lo durante todo seu ministério.

No dia em que foi empossado, o Reverendo José Orisvaldo Nunes de Lima, novo presidente, prometeu cuidar do povo de Deus e manter a defesa da sã doutrina, e, na ótica da sua simbologia, restaurar a visão cristocêntrica do Evangelho, simbolizado pelo chi rho, pelo alfa e ômega e pelo peixe, sem se esquecer do avivamento, simbolizado pela chama em forma de peixe. 

Por fim, entendemos que se deveria implementar paulatinamente a nova logomarca, como parece estar sendo feito: primeiro, para dialogar um pouco mais com a igreja (o que está acontecendo espontaneamente nas redes sociais) e segundo, porque a adoção de uma nova identidade visual custa uma pequena fortuna, com investimentos maciços em reforma de fachadas, papéis timbrados, etc… Mas confessamos que gostaríamos muito de ver um movimento para uniformização da identidade visual da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas, das fachadas de todos os prédios, pela plotagem de todos os veículos oficiais, passando pelas bíblias, canetas, ofícios, etc.

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